Maria Ribeiro usa fotografia para promover cura e autonomia feminina
Fotomedicina transforma ensaios em experiências de escuta e cuidado emocional
A fotógrafa e artista visual Maria Ribeiro vem transformando a fotografia em uma ferramenta de cura, escuta e autonomia para mulheres. Seu trabalho vai além da simples produção de imagens, propondo uma experiência que ressignifica a relação das mulheres com seus corpos e histórias. Formada em Audiovisual e especializada em Direção de Fotografia pela Academia Internacional de Cinema (AIC-SP), Maria iniciou sua carreira no mercado publicitário. Nesse ambiente, ela passou a questionar os padrões estéticos impostos à imagem feminina, especialmente a manipulação e silenciamento dos corpos das mulheres pela indústria da imagem.
Esse desconforto a levou a romper com a fotografia comercial tradicional e a criar uma linguagem própria, ética e sensível. Sua prática, que ela denomina fotomedicina, utiliza a fotografia como um processo terapêutico que integra conversa, meditação, respiração e aromaterapia em um ambiente seguro. Antes de fotografar, cada mulher é acolhida, e o ato de ser fotografada deixa de ser um momento de exposição para se tornar um encontro consigo mesma. “A imagem não vem antes da escuta” é um princípio fundamental dessa abordagem.
Maria Ribeiro evita retoques e idealizações, buscando revelar a força, vulnerabilidade e verdade de cada mulher. Seu projeto “Nós Madalenas – Uma Palavra Pelo Feminismo” exemplifica essa proposta, reunindo cem mulheres de diferentes corpos, raças, idades e contextos sociais. Cada participante escreveu no corpo uma palavra que representa o feminismo em sua trajetória, acompanhada de um relato pessoal. Esse trabalho se transformou em livro e é um marco na pesquisa de Maria sobre corpo, narrativa e autonomia feminina.
Além dos ensaios autorais, Maria desenvolve projetos documentais com mulheres sertanejas, quilombolas e indígenas, ampliando a compreensão de cura, pertencimento e identidade em territórios historicamente invisibilizados. Seu trabalho recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Prêmio Ivone Herberts da ONU Mulheres em Nova Iorque, além de convites para palestras e workshops em instituições como a ONU e o Youth Forum.
A fotografia como cura não é uma ideia abstrata para Maria, mas resultado de sua própria trajetória marcada por trauma e silenciamento. A arte foi seu caminho para elaborar experiências de violência e resgatar sua narrativa. Por isso, sua ética de trabalho é clara: nenhuma mulher é objeto, nenhuma história é explorada e nenhuma imagem é feita sem consentimento, escuta e cuidado.
Atualmente, Maria Ribeiro foca em ensaios terapêuticos personalizados para mulheres, fortalecendo sua autonomia, autoestima e protagonismo. Seu trabalho une arte, política e cuidado, reafirmando a fotografia como uma potente ferramenta de cura coletiva. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: escuta, cuidado, cura, corpo, narrativa, autonomia, presença, ambiente, meditação, acolhimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



