Maria Ribeiro cria método fotográfico para reconstrução da autoestima feminina

Fotógrafa transforma experiências de abuso em ensaios terapêuticos premiados pela ONU

No Dia Internacional da Mulher, a fotógrafa e artista visual Maria Ribeiro destaca a consolidação de sua metodologia autoral chamada “fotomedicina”, que transforma ensaios fotográficos em experiências estruturadas de escuta e reconstrução da autoestima feminina. Essa abordagem nasceu a partir de sua própria trajetória marcada por violência, silenciamento e ruptura.

Nascida em Belo Horizonte, Maria enfrentou instabilidades familiares na infância e, aos oito anos, mudou-se para o interior de São Paulo, onde viveu por 15 anos em uma comunidade religiosa abusiva. O grupo, ligado a uma seita espiritual que utilizava ayahuasca de forma ritualística, era liderado por um guru e operava sob isolamento social, hierarquia rígida, punições psicológicas e exploração de trabalho. Maria relata ter sido vítima de abusos emocionais, psicológicos, físicos e sexuais durante esse período.

Aos 23 anos, ao deixar a comunidade, enfrentou dificuldades de reintegração social e traumas severos. Sem conseguir elaborar verbalmente suas experiências, mudou-se para a Irlanda, onde teve contato com o audiovisual. De volta ao Brasil, estudou audiovisual e iniciou um processo terapêutico aprofundado, momento em que a fotografia passou a ser vista como uma ferramenta de elaboração subjetiva, e não apenas estética.

Formada em Audiovisual e especializada em Direção de Fotografia pela Academia Internacional de Cinema (AIC-SP), Maria desenvolveu a “fotomedicina”, que une arte, escuta ativa e condução sensorial. Essa metodologia estrutura os ensaios como experiências personalizadas para mulheres, incluindo conversa prévia, ambientação sensorial e mínima manipulação digital. O foco está na presença e na narrativa individual, não na adequação a padrões estéticos.

Seu primeiro grande projeto autoral, “Nós Madalenas – Uma Palavra Pelo Feminismo”, reuniu cem mulheres de diferentes corpos, idades e origens. As participantes escreveram no próprio corpo uma palavra que representava o feminismo em suas trajetórias, acompanhada de relatos em primeira pessoa. O projeto recebeu reconhecimento internacional, incluindo premiação da ONU Mulheres, consolidando a atuação da fotógrafa na intersecção entre imagem, identidade e direitos femininos.

Às vésperas de completar 40 anos, Maria Ribeiro reforça que seu trabalho não busca romantizar o trauma, mas dar visibilidade a dinâmicas de violência e propor caminhos de reconstrução. Ela afirma: “Existe uma diferença entre produzir uma imagem e construir um processo. Meu trabalho é criar um espaço onde mulheres possam existir sem serem moldadas.” Atualmente, mantém agenda ativa de ensaios individuais e projetos coletivos voltados à autoestima e à representação feminina.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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