Professora transforma afeto em excelência na educação bilíngue no Rio
Rede Alfa CEM Bilíngue é destaque nacional após 30 anos de ensino acolhedor
Inspirada por uma conversa com a filha e uma homenagem dos alunos, a professora Maria Cristina Alves transformou o afeto em uma trajetória de excelência educacional. Em 1994, ela fundou a Rede Alfa CEM Bilíngue, que hoje está entre as 10 melhores escolas do Brasil, segundo o ranking do ENEM 2024.
Na década de 1990, Maria Cristina lecionava História na rede pública do Rio de Janeiro e acreditava que ensinar ia além da transmissão de conteúdos: era construir vínculos e despertar o desejo genuíno de aprender. Durante uma formatura, sua filha Maria Carolina percebeu a diferença entre a relação afetuosa que via na escola da mãe e a falta desse acolhimento na sua própria escola particular. “Minha filha, ao presenciar isso, me disse que na escola dela não tinha ‘aquilo’. Essa fala mexeu muito comigo”, conta Maria Cristina. Essa reflexão a motivou a criar uma escola que colocasse o acolhimento e o desenvolvimento integral dos estudantes no centro da experiência educacional.
A Rede Alfa CEM Bilíngue consolidou uma filosofia pedagógica baseada na autonomia intelectual e na capacidade de “aprender a aprender”. “Essa filosofia de ensino exige uma postura ativa de quem aprende. Essa postura pede apropriar-se de um conteúdo, isto é, saber fazer algo, conhecer um assunto. Contudo esse objetivo só pode ser atingido por meio de diferentes técnicas e/ou maneiras de fazer que permitam o aprendizado. Ensinamos não só o assunto, mas a forma de aprender o que quiser”, explica a fundadora.
Com oito unidades espalhadas pelo Rio de Janeiro, a rede conquistou as 1ª, 6ª, 23ª e 44ª colocações no ranking estadual entre escolas do mesmo porte, além de ser a única do estado entre as 10 melhores do país. Maria Cristina, formada em História pela UERJ, lidera a escola ao lado dos filhos, que também se envolveram na gestão.
Após enfrentar um diagnóstico de câncer de mama aos 48 anos, ela refletiu sobre a sucessão da escola. “Um dos momentos mais marcantes foi um dia em que cheguei em uma das nossas escolas e vi um Auxiliar de Supervisão colocando um quadro na parede. Pedi a ele que colocasse em outro lugar, mas ele disse que o meu filho tinha pedido para que fosse naquela parede. Ali, me dei conta que às vezes precisamos nos colocar de lado para que o sucessor possa se posicionar como liderança”, relata.
Mais de 30 anos depois, a motivação permanece a mesma: “Já faz mais de 30 anos, mas o meu olho ainda brilha pelos alunos, por ensinar pessoas e não penso em fazer nada além de educação”, conclui Maria Cristina Alves. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



