Exames laboratoriais no Março Amarelo: diagnóstico precoce de endometriose e SOP
Entenda como testes hormonais auxiliam na identificação de desequilíbrios femininos importantes
Março Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a endometriose, uma condição que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, milhões convivem com a doença, enfrentando sintomas como dor pélvica intensa, cólicas incapacitantes e dificuldades para engravidar até receber um diagnóstico preciso. Nesse cenário, os exames laboratoriais ganham destaque como ferramentas essenciais para o rastreio precoce da endometriose, da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e de outros desequilíbrios hormonais.
De acordo com Marcos Kozlowski, responsável técnico do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, “os exames hormonais ajudam a mapear o funcionamento do eixo reprodutivo feminino. Alterações nos níveis de estradiol, progesterona, LH, FSH e marcadores inflamatórios podem sinalizar que há um processo que precisa ser aprofundado”. Embora o diagnóstico definitivo da endometriose dependa da avaliação clínica e exames de imagem, os testes laboratoriais complementam a investigação, oferecendo dados importantes para a conduta médica.
A endometriose caracteriza-se pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, causando inflamação crônica e dor. Kozlowski destaca que exames laboratoriais também avaliam marcadores que indicam resposta inflamatória sistêmica. “Quando a paciente apresenta dor persistente e sintomas como fadiga e alterações intestinais associadas ao ciclo menstrual, exames laboratoriais podem oferecer pistas importantes. Eles não fecham o diagnóstico isoladamente, mas direcionam a conduta médica e agilizam o encaminhamento para exames complementares”, explica.
No caso da Síndrome dos Ovários Policísticos, os exames laboratoriais são ainda mais diretos no diagnóstico. A SOP está associada a irregularidade menstrual, acne, ganho de peso e dificuldade para engravidar. “A avaliação de testosterona total e livre, androstenediona, DHEA-S, além de insulina e glicemia, permite identificar hiperandrogenismo e resistência à insulina, características comuns na síndrome”, detalha Kozlowski. Detectar essas alterações precocemente pode ajudar a reduzir riscos futuros, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Outro ponto importante é o acompanhamento dos desequilíbrios hormonais ao longo da vida reprodutiva. Alterações na tireoide, por exemplo, podem intensificar sintomas ginecológicos. “TSH e hormônios tireoidianos fazem parte de uma investigação ampliada quando há queixas persistentes. Muitas vezes, o que parece apenas uma cólica forte pode estar relacionado a um conjunto de disfunções hormonais que precisam ser tratadas de forma integrada”, reforça o especialista.
A campanha Março Amarelo também combate a normalização da dor feminina. “Existe uma cultura de que sentir dor intensa durante a menstruação é algo esperado. Não é. Dor incapacitante, que interfere na rotina, merece investigação. Os exames laboratoriais atuam como aliados nesse processo, oferecendo dados objetivos que sustentam a decisão clínica”, pontua Kozlowski.
Com o acesso ampliado a exames laboratoriais e maior conscientização, é possível reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico definitivo. “A combinação entre avaliação clínica criteriosa, exames de imagem e análises laboratoriais fortalece o rastreio precoce, contribui para tratamentos mais assertivos e melhora significativamente a qualidade de vida das pacientes”, conclui o responsável técnico do LANAC.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



