Desafios emocionais na volta às aulas exigem atenção de pais e escolas

Ansiedade e estresse aumentam com a retomada da rotina escolar, diz psicanalista

O retorno às aulas representa um momento de grandes desafios emocionais para crianças e jovens, exigindo atenção redobrada de pais e escolas. Segundo a psicanalista Andrea Ladislau, a transição entre o descanso das férias e a retomada das responsabilidades acadêmicas pode elevar os níveis de ansiedade e estresse, principalmente quando há mudanças como nova escola, professores ou colegas.

“Psicanaliticamente falando, temos que ressaltar o aspecto relativo às expectativas que são criadas nesse momento. Alguns alunos desejam o retorno enquanto outros, se pudessem, prolongariam ainda mais o descanso. Mas como tudo tem prazo de validade e a responsabilidade do estudo exige a retomada da rotina, a volta às aulas para alguns pode ser o momento feliz de reencontrar os amigos, e para outros o pesadelo de começar tudo novamente”, explica Ladislau.

A quebra da flexibilidade das férias é um dos principais gatilhos para o desconforto emocional. O retorno a horários rígidos de sono, a necessidade de uma alimentação regrada e o aumento das atividades curriculares contrastam com a resistência à diminuição do uso de redes sociais e jogos eletrônicos. Além disso, a insegurança diante do novo e a pressão por provas e testes criam um ambiente de tensão.

A especialista define o ambiente escolar como um “palco da diversidade de sentimentos”, onde os alunos oscilam entre a euforia do convívio social e o desânimo causado pela pressão acadêmica.

Para tornar o ano letivo mais leve e produtivo, o alinhamento entre família e escola é fundamental. O cuidado com a saúde mental é um direito garantido por lei e deve ser prioridade. Entre as ações recomendadas estão manter diálogos constantes em casa para trabalhar as expectativas, planejar o tempo de estudo e lazer, e racionalizar o uso de telas. Na escola, é importante oferecer apoio psicológico, promover um ambiente inclusivo e acolhedor e manter canais abertos de comunicação com os alunos.

Andrea Ladislau reforça que “é preciso atender ao coletivo de forma segura, saudável, empática e com muito afeto. Um afeto extensivo a todos os envolvidos na mais linda missão de educar e transmitir o conhecimento ao próximo”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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