Ficar em casa no Carnaval: entenda a culpa e a pressão social segundo psicóloga
Especialista explica por que escolher não participar da folia é uma decisão legítima e saudável
O Carnaval é tradicionalmente visto como um momento de festa, encontros e muita alegria. Porém, para muitas pessoas, a ideia de participar das celebrações pode gerar desconforto, ansiedade e até um sentimento de inadequação. A psicóloga especialista em timidez e ansiedade social, Karina Orso, explica que a escolha de ficar em casa durante o Carnaval não deve ser motivo de culpa ou autocrítica.
Segundo Karina, há uma forte expectativa cultural de que todos aproveitem o Carnaval da mesma forma, o que é reforçado pelas redes sociais. Essa pressão pode levar quem prefere não participar das festas a se sentir mal consigo mesma. “Nem todo mundo se sente confortável em ambientes com grande exposição social. Respeitar os próprios limites é uma atitude de autocuidado e não um sinal de fracasso”, afirma a especialista.
Para algumas pessoas, a decisão de não ir às festas pode estar ligada à timidez ou à ansiedade social. A timidez, que afeta cerca de 50% dos brasileiros segundo pesquisa da USP, é caracterizada pelo desejo de se conectar com os outros, mas acompanhada do medo intenso de julgamento e insegurança em situações sociais. Ambientes como blocos e festas amplificam esses desafios, tornando a experiência ainda mais difícil.
Durante o Carnaval, a comparação com amigos e influenciadores nas redes sociais pode aumentar a sensação de exclusão e alimentar pensamentos de culpa. Karina destaca que é importante diferenciar uma escolha consciente de um padrão constante de evitação. Se a pessoa realmente se sente melhor ficando em casa, não há problema algum. Porém, se a decisão é motivada por medo excessivo ou preocupação exagerada com a opinião alheia, pode ser útil buscar apoio psicológico.
O tratamento da timidez envolve compreender suas causas, fortalecer a autoestima e desenvolver habilidades sociais, além de aprender a manejar a ansiedade. A terapia pode ajudar a pessoa a fazer escolhas com mais liberdade e confiança, sem se deixar levar pela pressão social.
No fim das contas, o Carnaval não precisa ser vivido de uma única maneira. Ficar em casa pode ser uma decisão alinhada à personalidade e ao bem-estar emocional, desde que seja feita com autonomia e sem culpa.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



