Janeiro mais lento: estratégia das empresas para saúde mental e alta performance em 2026

Férias coletivas e retorno gradual ganham força como resposta ao aumento dos afastamentos por saúde mental

Dados recentes da assessoria de imprensa revelam um cenário preocupante: em 2024, o Brasil registrou mais de 472 mil afastamentos por ansiedade, burnout e depressão, um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Diante desse quadro, empresas brasileiras estão adotando uma nova postura para 2026: transformar o tradicional “janeiro lento” em uma estratégia deliberada de gestão, priorizando férias coletivas e retornos graduais para fortalecer o bem-estar e a performance das equipes.

Segundo Leandro Oliveira, diretor da Humand no Brasil e EMEA, iniciar o ano respeitando o tempo de pausa é fundamental para a saúde organizacional. “As férias coletivas e o ritmo mais controlado em janeiro funcionam como um ponto de reorganização das equipes. Quando bem conduzidas, elas reduzem o desgaste acumulado, fortalecem o engajamento e preparam os times para um desempenho mais consistente nos meses seguintes”, afirma.

O especialista destaca que a pausa entre ciclos deixou de ser apenas um benefício trabalhista para se tornar uma necessidade de saúde corporativa. Ele explica que existe uma pressão cultural para que janeiro comece em alta velocidade, mas lembra: “O cérebro humano não opera como uma máquina que liga e desliga instantaneamente. As férias coletivas e as pausas de janeiro oferecem a permissão social para desconectar. É nesse silêncio digital, longe da notificação de e-mails e reuniões, que ocorre a verdadeira recuperação mental necessária para encarar 2026”.

Um estudo da APA PsycNet reforça essa visão, mostrando que o bem-estar dos funcionários durante as férias é muito superior a outros períodos do ano. No entanto, Oliveira alerta para o risco de transformar o tempo livre em uma extensão do trabalho, ocupando a agenda com cursos e tarefas de autodesenvolvimento. “Se o estudo gera prazer genuíno, ele atua como descanso ativo. Mas se o colaborador inicia janeiro com uma lista rígida de tarefas de autodesenvolvimento, ele apenas substitui o estresse do escritório pela ansiedade da autocobrança. O foco agora deve ser a descompressão. Às vezes, a decisão mais estratégica para a carreira em janeiro é, paradoxalmente, não fazer nada relacionado ao trabalho”, pontua.

Para garantir que esse momento de pausa cumpra seu papel, o planejamento prévio e o gerenciamento do retorno são essenciais. “Organizações que respeitam o tempo de descanso e promovem uma reintegração gradual tendem a ter colaboradores mais motivados, engajados e produtivos”, defende Oliveira. Ele finaliza: “O respeito às férias coletivas e a um ritmo menos acelerado em janeiro é um investimento na saúde mental e bem-estar do colaborador, mas também na sustentabilidade humana do negócio. Começar o ano prezando por essa pausa é a base para construir uma cultura organizacional saudável, onde a alta performance caminha junto com o equilíbrio emocional”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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