Saúde mental é a maior preocupação dos brasileiros em 2025
Com 52% da população em alerta, especialista explica sinais de sobrecarga e dá estratégias práticas
Um estudo do Ipsos Health Service Report 2025 revelou que 52% dos brasileiros apontam a saúde mental como sua principal preocupação — um salto em relação a 2018, quando esse índice era de 18%. Hoje, segundo o levantamento, o bem-estar psíquico já supera o combate ao câncer como prioridade para a população. Este texto foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Para Thais Carolina Ferreira, professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), o aumento dos indicadores reflete tanto conscientização quanto sofrimento real. “O corpo e a mente formam uma unidade. Quando a realidade impõe demandas excessivas, o organismo sinaliza que a relação com o meio está adoecedora”, explica a especialista.
Sinais de alerta
O desgaste passa do cansaço físico para manifestações que comprometem o cotidiano. Entre os sinais listados pela psicóloga estão:
– Perda de sentido: executar tarefas de forma mecânica, apatia e desconexão com o propósito.
– Sintomas físicos: dores musculares, distúrbios gastrointestinais e alterações de apetite.
– Falhas cognitivas: esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração.
– Instabilidade emocional: irritabilidade constante e reações desproporcionais a pequenos problemas.
Ações imediatas para reduzir a tensão
Em episódios de estresse elevado, Thais indica três medidas práticas e de efeito imediato:
1) Ruptura física: afastar-se do ambiente estressor por alguns minutos para reorganizar a percepção.
2) Nomeação do afeto: verbalizar o que se sente — raiva, frustração ou medo. “A linguagem ajuda a sair da reatividade automática e organiza a emoção”, afirma a professora.
3) Buscar apoio: conversar com alguém de confiança como suporte imediato, lembrando que isso não substitui acompanhamento profissional quando o sofrimento é persistente.
Prevenção e proteção a longo prazo
Para evitar que a tensão vire estresse crônico, é essencial construir uma rotina equilibrada. Atividades culturais, esportivas e momentos de desconexão digital promovem o que Thais chama de “recuperação biológica”: sem sono e alimentação adequados, a estrutura psíquica não se sustenta. Investir em lazer, arte e convívio comunitário também ajuda a reencontrar sentido e elaborar emoções.
Quando procurar ajuda profissional
Segundo a psicóloga, é hora de buscar acompanhamento profissional quando o estresse compromete a vida prática, o trabalho e as relações pessoais. Sensação de que “nada vai mudar”, rigidez mental e prejuízos profissionais são sinais graves que exigem intervenção.
O aspecto coletivo
Thais ressalta que, diante de tensão recorrente, o problema pode ser estrutural e exigir respostas coletivas. “Se a tensão é constante, provavelmente é estrutural e a solução precisa passar pelo coletivo”, alerta. Aprender a dizer ‘não’, dialogar com colegas, propor mudanças, definir prioridades e estabelecer limites são ações necessárias para preservar a saúde mental e evitar naturalização do sofrimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



