O culto do bem-estar: livro questiona a lógica do atalho no autocuidado

Rina Raphael analisa como a indústria do bem-estar transforma cuidado em obrigação e desloca responsabilidades

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Feito com dados da assessoria de imprensa, este post apresenta o novo livro O culto do bem-estar, de Rina Raphael, publicado no Brasil pela Editora Contexto, em pré-venda e com data de lançamento indicada para 10 de fevereiro. Resultado de investigação jornalística, a obra examina a indústria global do autocuidado e suas promessas diante de um aumento de cansaço, ansiedade e sensação de insuficiência entre o público.

Raphael, jornalista americana especializada em saúde, bem-estar e tecnologia, acompanha a consolidação desse mercado que movimenta trilhões de dólares. No livro, ela mostra como práticas legítimas de cuidado passaram a ter caráter prescritivo, gerando exigências permanentes de equilíbrio e controle emocional. Esse movimento desloca para o indivíduo a responsabilidade por estados de exaustão que decorrem de rotinas de trabalho intensas, desigualdades estruturais e falta de redes de apoio.

A autora dedica atenção especial à experiência feminina, apontando que mulheres, historicamente menos estudadas pela ciência e mais cobradas socialmente, tornaram-se o principal público desse mercado. Raphael discute como o desejo de cuidar de si foi capturado por narrativas e produtos que prometem atalhos para controle sobre corpo, mente e futuro.

O culto do bem-estar percorre os principais pilares do movimento — alimentação, exercícios, gerenciamento do estresse e espiritualidade — e questiona a lógica segundo a qual soluções isoladas seriam capazes de responder a questões multifatoriais de saúde mental e qualidade de vida. Em contextos de instabilidade e sobrecarga, observa a autora, a ideia de controle se torna sedutora, e rituais, protocolos e produtos são apresentados como garantias de equilíbrio, muitas vezes ignorando as condições reais de vida dos consumidores.

A publicação não anula a importância do autocuidado, mas propõe uma leitura crítica que diferencia cuidado de marketing, ciência de promessa e responsabilidade de culpa. A edição brasileira traz prefácio assinado pela psicóloga clínica e pesquisadora Ilana Pinsky, que aproxima o debate à realidade nacional e reforça a necessidade de distinguir práticas de cuidado de estratégias comerciais que transformam vulnerabilidade em falha pessoal.

O livro, com 400 páginas, tem tradução de Marcella de Melo Silva e preço de capa informado em R$ 99,90. Publicado originalmente nos Estados Unidos, O culto do bem-estar recebeu atenção da imprensa internacional, com reportagens e resenhas em veículos como The New York Times, The Guardian, The Times (Reino Unido), The Wall Street Journal, Good Morning America e Los Angeles Times. Direitos de tradução foram vendidos para países como Reino Unido, China e Polônia.

Para quem acompanha tendências de saúde e bem-estar, a obra oferece um panorama crítico sobre como o mercado modela práticas pessoais e expectativas, incentivando reflexões sobre responsabilidade social, políticas públicas e redes de apoio necessárias para enfrentar problemas complexos de saúde mental. Contato adicional pode ser obtido junto à assessoria de imprensa responsável pela divulgação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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