Por que revisitamos a juventude em 2025? Escritor e psicóloga explicam
Retrospectivas digitais, objetos físicos e mundos ficcionais atuam como âncoras emocionais na vida adulta
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A nostalgia deixou de ser apenas um sentimento passageiro e se consolidou como comportamento cultural entre adultos, impulsionada por retrospectivas digitais, gatilhos afetivos e o cansaço emocional da vida hiperconectada. Feito com dados da assessoria de imprensa, este texto reúne análises do escritor Roberto T. G. Rodrigues e da psicóloga Roberta Passos sobre por que retornamos a músicas, filmes e universos da juventude.
Plataformas digitais ajudam a medir a intensidade do fenômeno: dados do Spotify citados pela assessoria indicam que 18% dos ouvintes têm hábitos musicais mais associados ao passado do que à sua faixa etária atual. A busca não é por tendência; é por reconhecimento e conexão com fases que marcaram identidades.
Para o escritor Roberto T. G. Rodrigues, dezembro funciona como um portal emocional. “A nostalgia aparece como um fogo brando que nos aquece quando o tempo parece frio demais. É um ponto entre o que fomos e o que estamos tentando ser”, diz. Rodrigues observa também o efeito dos mundos ficcionais: “A fantasia devolve o senso de aventura que o cotidiano esconde.” Em outro ponto, ele afirma que “Quando estamos cansados, buscamos lugares onde a coragem ainda faz sentido. Mundos imaginários lembram que ainda há espaço para o impossível quando a realidade pesa demais.”
A psicóloga Roberta Passos explica o impacto neuroemocional desse retorno: “É quando olhamos para trás e enxergamos tudo o que vivemos entre conquistas e perdas. A memória afetiva nos dá sensação de segurança quando estamos avaliando caminhos.” Ela acrescenta que “Quando recordamos bons momentos, o cérebro libera dopamina. Em meio a diversos acontecimentos da vida cotidiana, estamos mais sensíveis e a nostalgia aparece como regulador emocional.” Ao mesmo tempo, Passos alerta para o cuidado: lembrar é saudável desde que não substitua o vínculo com o presente.
Objetos físicos — como vinis, livros e edições especiais — atuam como âncoras. Segundo Rodrigues, “Às vezes basta um detalhe ou um som para que memórias antigas se abram por dentro.” Passos complementa: “Nem sempre é o objeto em si que traz conforto, mas o que ele representa. Ele marca um ponto seguro na história emocional de cada pessoa.” Essa materialidade explica por que colecionadores e leitores retornam a formatos tangíveis em busca de sensação de estabilidade.
O retorno às referências da juventude também tem efeitos culturais e familiares. Rodrigues aponta que a nostalgia frequentemente resgata leitores adormecidos: “Ela nos guia até os livros que nos moldaram. Muitas vezes, é essa volta que reacende o hábito da leitura.” Para Passos, compartilhar músicas, livros e histórias do passado ajuda a criar pontes entre gerações e fortalece vínculos familiares.
No conjunto, a nostalgia funciona como organizador interno e referência identitária. “A nostalgia é o eco daquilo que nos fez inteiros pela primeira vez”, sintetiza Rodrigues. Na avaliação da psicóloga, recordar é uma estratégia emocionalmente reparadora quando acompanhada de presença e abertura para novas experiências.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



