Geração Z enfrenta maior insatisfação com bem-estar e baixa atividade física, revela pesquisa
Estudo aponta que jovens são mais conscientes sobre saúde mental, mas ainda não cuidam adequadamente do próprio bem-estar
Dados recentes da 3ª edição do Check-up de Bem-Estar da Vidalink, maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, revelam que a Geração Z é a mais insatisfeita com seu próprio bem-estar e também a menos ativa fisicamente. O estudo, que contou com a participação de 11.600 trabalhadores de 250 grandes empresas, aponta um cenário preocupante para os jovens no mercado de trabalho.
Segundo o levantamento, 30% dos jovens da Geração Z declaram insatisfação com o bem-estar, percentual superior aos 25% dos millennials e 17% da Geração X. Apenas 21% dos jovens se dizem satisfeitos com sua condição atual. Além disso, 39% das mulheres e 35% dos homens dessa geração afirmam não realizar nenhuma ação para cuidar da saúde mental, apesar de serem os que mais falam abertamente sobre o tema no ambiente profissional.
Outro dado alarmante é que 72% das mulheres jovens relatam sentimentos negativos frequentes, o índice mais alto entre todas as faixas etárias. Na saúde física, apenas 26% das mulheres praticam exercícios regularmente, e 24% dos jovens estão insatisfeitos com o corpo ou a disposição física. Essa combinação de fatores evidencia uma vulnerabilidade emocional e física significativa.
A especialista em ciência da felicidade Renata Rivetti destaca que, embora a Geração Z tenha uma percepção clara das oportunidades de mudança no mundo do trabalho, essa consciência ainda não se traduz em cuidados consistentes com a saúde mental. Ela aponta que a crise de sentido e a solidão são fatores que contribuem para a escalada de sentimentos negativos. “Vivemos um paradoxo: nunca tivemos tantas possibilidades e, ainda assim, muitos jovens sentem um vazio existencial profundo”, analisa.
Para as empresas, o desafio é grande. Luis Gonzalez, CEO da Vidalink, ressalta a importância de adaptar os programas de bem-estar às necessidades específicas da Geração Z, promovendo políticas claras de acolhimento, acesso facilitado a psicólogos e campanhas internas permanentes. “O colaborador precisa saber que pode pedir ajuda e será acolhido com segurança e confidencialidade”, afirma.
Além disso, a integração de benefícios que abrangem saúde física e emocional, como acesso a academias, terapias e planos alimentares, é fundamental para fortalecer o autocuidado. A liderança também tem papel decisivo ao criar um ambiente de segurança psicológica, incentivando práticas de cuidado e respeitando o tempo pessoal dos colaboradores.
Este estudo reforça que o futuro do trabalho depende de organizações que valorizem o bem-estar como um pilar estratégico, promovendo ambientes mais humanos, saudáveis e inclusivos para todas as gerações.
Conteúdo elaborado com base em dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



