Novo medicamento oral reduz em 30% risco de recorrência invasiva no câncer de mama inicial

Estudo de fase III revela giredestranto como promissora terapia endócrina para câncer de mama ER-positivo e HER2-negativo

Dados recentes divulgados pela Roche, por meio de sua assessoria de imprensa, trazem uma importante novidade para o tratamento do câncer de mama em estágio inicial. O estudo de fase III lidERA, que envolveu 4.134 participantes, demonstrou que o giredestranto, um degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) oral, pode reduzir em 30% o risco de recorrência invasiva ou morte em pacientes com câncer de mama ER-positivo e HER2-negativo.

Este tipo de câncer, que representa cerca de 70% dos casos diagnosticados, depende da via do estrogênio para o crescimento das células tumorais. O giredestranto atua bloqueando a ligação do estrogênio ao seu receptor e promovendo sua degradação, interrompendo assim a proliferação das células cancerígenas. Além da eficácia, o medicamento é totalmente oral, o que facilita a adesão ao tratamento, um fator crucial para o sucesso terapêutico a longo prazo.

O estudo lidERA é o primeiro ensaio de fase III a mostrar um benefício significativo de um SERD no cenário adjuvante, ou seja, após o tratamento inicial para evitar que o câncer retorne. O desfecho primário do estudo foi a sobrevida livre de doença invasiva (IDFS), que mede o tempo em que a paciente permanece sem sinais de recidiva ou metástase. Os resultados mostraram que, em três anos, 92,4% das pacientes que receberam giredestranto estavam vivas e livres da doença invasiva, contra 89,6% no grupo que recebeu a terapia endócrina padrão.

Além disso, o medicamento apresentou uma redução de 31% no risco de recorrência distante, um dado que alivia um dos maiores temores das pacientes: a metástase. Outro ponto relevante é a tolerabilidade do giredestranto, que se mostrou superior às terapias hormonais convencionais. O estudo registrou menos interrupções definitivas do tratamento por efeitos adversos, especialmente relacionados a dores musculoesqueléticas, que são comuns e frequentemente levam à descontinuação precoce da terapia.

A adesão prolongada ao tratamento é fundamental, pois a interrupção precoce está associada a maior risco de recorrência e mortalidade. O giredestranto, portanto, não só oferece maior eficácia, mas também uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Este avanço representa um marco no combate ao câncer de mama, abrindo caminho para que mais mulheres permaneçam livres da doença por mais tempo e com menos efeitos colaterais. O programa clínico do giredestranto continua em expansão, com outros estudos em andamento para diferentes fases e linhas de tratamento, reforçando seu potencial como uma nova terapia endócrina padrão.

Em resumo, o giredestranto surge como uma esperança para muitas pacientes, combinando eficácia, segurança e praticidade em um único tratamento oral, capaz de transformar o panorama do câncer de mama ER-positivo e HER2-negativo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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