Empreendedorismo Feminino: Pesquisa IRME 2025 Revela Desafios e Lançamento de Fundo de Crédito
Acesso ao crédito e desigualdades são destaque na nova pesquisa que impulsiona o apoio a mulheres empreendedoras no Brasil
Às vésperas do Dia do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) divulgou a 10ª edição da Pesquisa Nacional de Empreendedorismo Feminino IRME 2025. O levantamento apresenta um panorama atualizado do cenário do empreendedorismo feminino no Brasil, com foco especial nos desafios relacionados ao acesso ao crédito e na necessidade de ampliar recursos para mulheres à frente de pequenos negócios.
Realizada pelo Laboratório de Gênero e Empreendedorismo do IRME, em parceria com a Ideafix, a pesquisa ouviu 1.043 mulheres empreendedoras de todo o país, coletando dados em agosto de 2025. Entre os principais insights, destaca-se que 57,3% das entrevistadas afirmaram que seus negócios não possuem dívidas, o que pode indicar uma cautela diante do cenário econômico global e um esforço para manter as finanças em dia, já que apenas 14,6% possuem atrasos.
No entanto, a pesquisa revela que 72,1% das mulheres recorrem ao crédito como pessoa física, o que evidencia a informalidade ainda presente em muitos negócios femininos. Entre as que buscaram crédito, 52,4% recorreram a bancos privados, 39,6% a fintechs e 33,2% a bancos públicos. Apesar disso, 65,5% nunca tentaram obter crédito para seus negócios, mostrando uma lacuna significativa no acesso a recursos financeiros.
A desigualdade racial também se manifesta no acesso ao crédito: mulheres negras enfrentam uma taxa de negação de pedidos de 29%, contra 23% das mulheres brancas. Além disso, 37% das empreendedoras negras receberam até R$ 2 mil, enquanto 22% das brancas ficaram nessa faixa. Apenas 6% das mulheres negras obtiveram empréstimos acima de R$ 20 mil, contra 20% das mulheres brancas.
Outro dado importante é que 30,5% das mulheres que tiveram o pedido de crédito negado relataram ter sofrido algum tipo de discriminação, motivada por gênero, raça, classe social, território ou escolaridade. Essa barreira impacta diretamente o planejamento dos negócios e, em alguns casos, a renda familiar.
Para enfrentar esses desafios, o Instituto RME lançou o FIRME – Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras, que disponibiliza R$ 2,5 milhões em crédito orientado para apoiar mulheres à frente de pequenos negócios, com foco nas regiões Norte e Nordeste e em empreendimentos com impacto social e sustentabilidade. O fundo oferece financiamento, capacitação e mentorias individuais, em parceria com o Banco Pérola, especialista em microcrédito produtivo orientado.
A pesquisa também traça o perfil das empreendedoras brasileiras: a maioria tem entre 30 e 59 anos, renda média mensal de R$ 2.400, é chefe de família e sustenta outras pessoas. Os setores mais representativos são alimentação e gastronomia (19,6%), seguidos por beleza, estética e bem-estar (16,7%). Áreas como tecnologia, transporte e turismo ainda apresentam baixa participação feminina, indicando oportunidades para expansão.
Esses dados, fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Rede Mulher Empreendedora, reforçam a importância de políticas e iniciativas que ampliem o acesso ao crédito e o suporte para as mulheres empreendedoras, fortalecendo a autonomia econômica e o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Para mais informações, a pesquisa completa está disponível no site do Instituto IRME, e detalhes sobre o fundo FIRME podem ser consultados no endereço firme.net.br.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



