COP30: Oceana apresenta seis ações para tornar pescarias brasileiras mais resilientes

Medidas práticas e científicas são essenciais para proteger comunidades pesqueiras diante das mudanças climáticas

Com base em dados da assessoria de imprensa, a Oceana lançou na COP30, realizada em Belém (PA), um importante documento que apresenta seis recomendações para tornar as pescarias brasileiras mais resilientes frente às mudanças climáticas. Intitulado “Recomendações para Tomadores de Decisão – Caminhos para Pescarias Resilientes às Mudanças Climáticas no Brasil”, o material será divulgado oficialmente no dia 17 de novembro e tem como objetivo orientar gestores públicos e tomadores de decisão sobre as medidas de adaptação necessárias para enfrentar a emergência climática que afeta os oceanos e as comunidades costeiras.

O aumento das temperaturas, as alterações nas correntes marítimas, o deslocamento de espécies e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão causando desequilíbrios profundos nos ecossistemas marinhos. Essas mudanças impactam diretamente a vida das comunidades que dependem da pesca para sua subsistência, evidenciando a urgência de ações efetivas. No Brasil, ainda faltam ferramentas adequadas para lidar com esses desafios, conforme apontado pela Auditoria da Pesca Brasil 2024.

Segundo Ademilson Zamboni, diretor-geral da Oceana, “as soluções para os impactos das mudanças climáticas nos oceanos também são soluções para as pessoas”. Ele destaca a importância de investir em geração de dados, transparência, ciência e inclusão para transformar as pescarias brasileiras em um modelo de sustentabilidade e resiliência.

O documento propõe seis ações prioritárias para gestores públicos:
1. Coleta contínua de dados;
2. Aprimoramento das avaliações de estoques pesqueiros;
3. Fomento à gestão adaptativa;
4. Garantia da participação social;
5. Proteção de habitats essenciais;
6. Promoção da cooperação regional entre países.

Além disso, Zamboni ressalta a necessidade de um marco legal forte e estável para a pesca no Brasil, que atualmente é considerada frágil e instável. Ele cita o Projeto de Lei 4789/2024, elaborado por pescadores e pescadoras, como uma oportunidade para fortalecer a legislação e garantir a sustentabilidade da atividade.

A Oceana também está promovendo debates durante a COP30 para colocar os oceanos no centro das negociações climáticas, abordando temas como poluição marinha, justiça social e o protagonismo das mulheres pescadoras. O painel “O Futuro da Pesca Frente às Mudanças Climáticas: caminhos para a adaptação”, marcado para o dia 17 de novembro, será o momento de lançamento do documento e contará com a participação de especialistas da área.

A iniciativa da Oceana reforça que a conservação dos oceanos é fundamental não apenas para o meio ambiente, mas também para a segurança alimentar e o bem-estar das populações que dependem da pesca. Com ações baseadas em ciência e políticas públicas eficazes, é possível garantir pescarias mais sustentáveis e resilientes para o futuro do Brasil e do planeta.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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