Arritmias cardíacas: entenda os riscos e a importância da prevenção para sua saúde

Palpitações, cansaço e falta de ar podem indicar arritmias; saiba como identificar e agir para evitar complicações graves

Dados recentes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) revelam que as mortes por doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, aumentaram 43% nas Américas desde 2000. No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas convivem com algum tipo de arritmia cardíaca, condição que está associada a cerca de 320 mil mortes súbitas por ano, conforme a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).

Arritmias são alterações no ritmo dos batimentos cardíacos causadas por estímulos elétricos que se originam em locais incorretos do coração. Isso pode fazer o órgão bater de forma acelerada, lenta ou irregular, comprometendo a circulação sanguínea. A cardiologista Dra. Lilian Cavalheiro, da AMA Especialidades Jardim São Luiz, alerta que algumas arritmias podem levar à parada cardiorrespiratória se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo.

Os sintomas mais comuns incluem palpitações, falta de ar, cansaço e dor no peito. Durante a prática de exercícios físicos, sinais como tontura, desmaios, dores no peito e batimentos acelerados persistentes devem ser encarados com seriedade, mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis. “Esses sintomas não devem ser ignorados”, reforça a especialista.

Embora a morte súbita cardíaca seja mais frequente em idosos ou pessoas com doenças pré-existentes, ela também pode atingir jovens e atletas, especialmente em casos de síndromes como Wolf-Parkinson-White e cardiomiopatia hipertrófica. Muitas vezes, o paciente é o primeiro da família a apresentar o problema, sem histórico conhecido. Por isso, a avaliação médica antes de iniciar atividades físicas é essencial para todos.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. Exames como eletrocardiograma, Holter de 24 horas e teste ergométrico são ferramentas importantes para identificar alterações no ritmo cardíaco. O tratamento varia conforme o tipo de arritmia e pode incluir medicamentos, procedimentos minimamente invasivos como ablação, ou o implante de dispositivos como marca-passo e desfibrilador implantável.

Além do acompanhamento médico, o estilo de vida influencia diretamente na prevenção das arritmias. Estresse, ansiedade, consumo excessivo de cafeína, uso de drogas estimulantes, sedentarismo e jornadas de trabalho longas são fatores que aumentam o risco. A médica destaca a importância de pausas no trabalho, prática regular de exercícios e programas corporativos de prevenção e check-up cardíaco.

Em situações de parada cardiorrespiratória, os primeiros minutos são decisivos. A orientação é verificar se o local é seguro, pedir ajuda, acionar o serviço de emergência e iniciar imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) com compressões firmes e rápidas, entre 100 e 120 por minuto, até a chegada do socorro. A cardiologista defende que o ensino de suporte básico de vida seja difundido desde as escolas, pois “saber agir diante de uma emergência é um ato de cidadania”.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa do CEJAM, reforçando a importância da conscientização e prevenção para a saúde do coração. Cuidar do ritmo do seu coração é investir em qualidade de vida e bem-estar.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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