Burnout no setor de TI: um alerta no Dia da Saúde Mental para o cuidado essencial

Pesquisa revela altos índices de esgotamento entre profissionais de tecnologia e destaca a importância do equilíbrio emocional

No Dia da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, dados recentes chamam atenção para o preocupante índice de burnout entre profissionais do setor de Tecnologia da Informação (TI). Segundo pesquisa realizada pela Telavita, empresa especializada em soluções digitais para psicologia e psiquiatria, 42,5% dos trabalhadores da área apresentam sintomas físicos e mentais característicos do burnout completo, enquanto 38,1% relatam sinais claros de esgotamento.

A análise, que envolveu 4.440 profissionais de diferentes níveis e setores econômicos, também revelou que mais da metade dos jovens entre 18 e 25 anos (51,94%) já inicia a carreira enfrentando esse quadro de exaustão. Entre os sintomas mais comuns estão o cansaço físico e mental constante, irritabilidade, distanciamento emocional, falta de motivação e problemas de saúde como dores de cabeça e insônia.

De acordo com o médico do trabalho e gestor de saúde ocupacional, Dr. Phelipe Felício, a sobrecarga no setor de TI é marcada por jornadas extensas, pressão por resultados e uma cultura de entregas rápidas, muitas vezes sem o devido reconhecimento. “A área de TI sustenta a digitalização de praticamente todos os negócios, mas convive com altas demandas, prazos curtos e constante pressão por inovação, reforçando uma cultura de alta performance”, explica. Ele destaca ainda que atividades como implantação de sistemas, segurança cibernética e suporte exigem disponibilidade contínua, criando uma sensação permanente de prontidão que eleva a ansiedade.

A mentora e palestrante Patricia Nagase, que participou do podcast RunTalks, voltado para o setor de TI, reforça que a falta de clareza sobre valores e limites pessoais tem levado muitos profissionais a um ritmo acelerado até o ponto da exaustão. “O resultado aparece nos crescentes índices de burnout no setor: reflexo direto da alta pressão e da dificuldade de reconhecer quando é hora de pausar”, comenta.

Outro fator crítico apontado pelo Dr. Phelipe é a conectividade constante, que compromete o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. “São chamados fora do horário, mensagens urgentes e a sensação de estar sempre de plantão”, diz, ressaltando também o impacto do isolamento social e da comunicação limitada.

Gilberto Reis, COO da Runtalent, empresa líder em soluções digitais, destaca que o cuidado com a saúde mental deve partir da liderança das empresas. “Ignorar esses dados pode não apenas comprometer a saúde de um colaborador, mas também desmotivar um time inteiro. É fundamental mapear os sinais de esgotamento e garantir que o ambiente de trabalho seja um espaço de crescimento, nunca nocivo.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o burnout como resultado de estresse crônico no trabalho em 2019 e, em 2022, classificou-o como doença ocupacional. Para o Dr. Phelipe, o burnout é um risco estratégico para as empresas, afetando produtividade, inovação e retenção de talentos. Ele defende uma gestão mais humana, com limites claros para a jornada, apoio emocional e ambientes sustentáveis que promovam a saúde e o bem-estar dos profissionais.

Embora o cenário seja mais crítico em TI, a pesquisa também apontou índices preocupantes em outras áreas, como Administração, Finanças, Marketing e Vendas, reforçando que o burnout é um problema generalizado que exige atenção urgente.

Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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