Cigarro e Ansiedade: Entenda Por Que Fumar Não Alivia o Estresse
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, especialistas alertam sobre os riscos do tabagismo para a saúde mental
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, especialistas reforçam que fumar não é uma solução para a ansiedade, mas sim um fator que pode agravar transtornos mentais como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que fumantes têm até 70% mais risco de desenvolver ansiedade e depressão em comparação a não fumantes, evidenciando o impacto negativo do tabaco na saúde mental.
Apesar de muitas pessoas recorrerem ao cigarro acreditando que a nicotina traz sensação de relaxamento, essa percepção é, na verdade, uma ilusão. O psiquiatra Fabiano Santos Moreira, do grupo ViV Saúde Mental e Emocional, explica que “o cigarro cria uma ilusão de controle sobre a ansiedade. O fumante acredita que se sente mais calmo após fumar, mas o que acontece é apenas a interrupção dos sintomas de abstinência da nicotina. É um ciclo vicioso: quanto mais fuma, mais rápido o desconforto volta”.
A nicotina estimula neurotransmissores como a dopamina, responsável pela sensação de prazer, porém esse efeito é temporário e seguido por uma queda brusca que pode causar irritabilidade e inquietação, elevando os níveis de ansiedade ao longo do tempo. Estudos publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA) confirmam que fumantes apresentam maior probabilidade de sintomas de ansiedade e depressão. Além disso, pessoas com transtornos mentais têm o dobro da chance de fumar, criando um ciclo de dependência e sofrimento psíquico.
Para quem enfrenta a ansiedade e deseja parar de fumar, a combinação de tratamento médico, psicoterapia e mudanças no estilo de vida é a abordagem mais eficaz. Entre as alternativas terapêuticas estão a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a identificar gatilhos da ansiedade e desenvolver estratégias para lidar com eles sem recorrer ao cigarro; o tratamento medicamentoso, indicado por psiquiatras para equilibrar o funcionamento cerebral; além de atividades físicas e técnicas de respiração, que comprovadamente reduzem o estresse. Grupos de apoio também são fundamentais para aumentar as chances de sucesso na cessação do tabagismo.
“O tabagismo não é apenas um problema físico, mas também psicológico. Muitos pacientes com TAG, depressão ou outros transtornos relatam fumar como estratégia de enfrentamento, mas isso mascara o problema em vez de resolvê-lo”, complementa o especialista. Ele reforça que abandonar o cigarro é um desafio, mas possível com o suporte adequado, e que é essencial compreender que o fumo perpetua o sofrimento emocional e coloca em risco a saúde física.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da ViV Saúde Mental e Emocional, que atua com foco na integração da saúde física, mental e social, buscando melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o estigma associado aos transtornos mentais no Brasil.

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA