Lidando com os haters e preparando as crianças a lidarem com críticas

A internet está se tornando terra sem lei, xingamentos e críticas são constantes, principalmente em perfis de pessoas públicas. A Influenciadora digital brasiliense Layse Cohen, que divide com seus seguidores sua boa forma, dicas de beleza, de moda, viagens, alimentação saudável e seu cotidiano como mãe de gêmeos, aponta que julgamentos são constantes e, na grande maioria das vezes por parte das mulheres.

Apesar de acumular 1,1 milhão de seguidores no Instagram, muitos deles fiéis e grandes admiradores do seu trabalho, Layse recebe também comentários maldosos e xingamentos. “Muitas vezes pessoas me mandam mensagens ou deixam comentários nas fotos e vídeos em que estou malhando perguntando se eu não deveria estar cuidando dos filhos, ou criticando que ter uma babá pra ajudar fica fácil, que ser mãe maquiada, fazendo academia se cuidando e dar conta de tudo não é fácil, mas não adianta ficar reclamando. Levar com leveza e sabedoria é a melhor coisa que podemos fazer.” revela a influencer.

A mesma sociedade que cobra as mulheres para serem “perfeitas”, ou seja, bem-vestidas, em forma e boas mães, é a mesma que faz estes julgamentos. “O homem continua a vida dele, já a mulher é julgada porque gosta de malhar e de se cuidar, mas não dou bola, porque sei que sou uma boa mãe e que preciso cuidar da minha felicidade também. Os comentários geralmente vêm de outras mulheres, o que me deixa impressionada e me faz refletir sobre os preconceitos ainda estabelecidos. Existe a ideia de que a mulher deve deixar tudo de lado, inclusive a própria felicidade, em nome dos filhos, mas não concordo com isso, pois preciso estar bem para oferecer a eles o que eles precisam.” conta Layse.

Os pais têm que ter tempo, ou então tem que dar um jeito de ter uma rede de apoio ou colocar numa escola integral. O pai que não tem tempo, que não conseguem educar os filhos, realmente é muito complicado e vai fazer diferença no futuro. A influenciadora diz: “Eu acredito que os pais têm que dar essa educação, porque se não aprender em casa, vai aprender muito pior na rua, então, essa coisa de “vou deixar os filhos assistindo televisão ou no celular para eu fazer minhas coisas”, acredito que realmente não dá certo e não vale a pena. Procuro estar com meus filhos o maior tempo possível, realizando com eles também meus trabalhos sem muita exposição.”

“Sempre tento orientar quando me contam alguma situação. Outro dia Daniel chorou porque o amiguinho falou que ele não tinha pai, eu disse meu filho você sabe que você tem pai então não liga… Já chorou também porque ele foi convidar os amiguinhos e todos os amiguinhos dele falaram que não viriam no aniversário dele, falei para não se preocupar porque teriam outros amiguinhos de fora que viriam e seria legal da mesma forma. Acabou que alguns amiguinhos de escola vieram e ele ficou todo feliz e Estela também.” compartilha Layse.

Layse conta que quando os gêmeos entraram na escola nova em Brasília tiveram dificuldade para fazer amizade, diziam que ninguém queria ser amigo deles até porque eles eram amigos novos e ainda não estavam inseridos no grupo. “Nós que nos mudamos muito temos essa dificuldade de adaptá-los ao novo ambiente. Daniel principalmente acaba tentando fazer tudo para agradar aos novos amiguinhos para ser aceito. Já conversei e disse que não é para aceitar ameaças e fazer coisas erradas que os amigos pedem para gostarem dele. Isso me preocupa muito já pensando no futuro.” destaca.

“Hoje a sociedade exige que sejamos multitarefas, coisa que nossas mães sempre foram e davam conta, de casa, trabalhar fora, criação dos filhos e cuidados com si mesma, a única diferença é que hoje temos a internet a nosso dispor. Somos acima de qualquer coisa, mulher. Precisamos do auto cuidado, tanto da saúde física como mental.” finaliza Layse Cohen.

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