Zumbido no ouvido: entenda a relação entre o sintoma e as doenças cardiovasculares

Cirurgião cardiovascular explica quando o zumbido pode ser mais do que apenas um incômodo

Os dados da Organização Mundial da Saúde revelam que cerca de 20% da população mundial sofre com algum tipo de deficiência auditiva ou zumbido no ouvido. Normalmente, tratado apenas como um incômodo causado por excesso de cera ou por mudança na pressão atmosférica, o zumbido no ouvido persistente pode estar associado a doenças secundárias, como: labirintite, otite, perda de audição, diabetes, alteração da tireoide ou até problemas cardiovasculares.

Segundo o Dr. Elcio Pires Junior, cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, o fluxo de sangue na região abaixo da orelha fica bloqueado ou prejudicado quando o paciente tem alguma doença cardíaca ou vascular. É quando os zumbidos aparecem e começam a incomodar, pois o sangue fica mais viscoso e com maior dificuldade de passagem.

“Essa condição, geralmente, está presente em pessoas mais idosas e que sofrem com hipertensão, mas isso não impede que pacientes mais novos tenham os mesmos problemas de saúde. Por isso, quando a pessoa percebe que os zumbidos estão mais frequentes e que demoram a passar, deve procurar por ajuda médica e investigar a causa do sintoma, independente do histórico médico e da idade”, esclareceu.

O zumbido ou tinnitus, como também é conhecido, pode vir acompanhado de outros sintomas, como dor e mal-estar. Nesses casos é importante buscar atendimento médico imediatamente, porque o estado do paciente pode ser mais grave do que o comum.

Em todos os outros casos, em que o zumbido não tem uma origem grave, é válido destacar que os hábitos de vida não saudáveis são os maiores vilões. Os altos níveis de estresse, o consumo em excesso de álcool e cafeína, além do cigarro são fatores determinantes para o surgimento do zumbido.

“Uma importante recomendação que sempre saliento é que o paciente nunca deve se automedicar, seja por medicação via oral ou aplicado diretamente no ouvido, por exemplo, sem a indicação de um médico especialista. Isso pode prejudicar aliviar os sintomas e, ao mesmo tempo, impedir que a causa real do problema seja tratada”, reforçou o especialista.

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