Diagnóstico precoce faz a diferença para o tratamento do melanoma

Pintas na pele devem ser observadas, principalmente quando apresentam uma forma ou cor anormal

O melanoma cutâneo ocorre quando as células produtoras dos pigmentos que dão cor à pele tornam-se cancerígenas. É um tipo raro de câncer de pele, correspondendo aproximadamente a 4% dos casos de câncer de pele, porém é uma das formas mais agressivas e fatais da doença devido à sua alta possibilidade de provocar metástase, sendo responsável aproximadamente 90% de óbitos de câncer de pele. Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, maio foi escolhido como o Mês Internacional de Combate ao Melanoma. O melanoma pode ser de diversos tipos, como o cutâneo, de mucosa, globo ocular, mas o melanoma cutâneo é o mais comum.

Pessoas com a pele clara e os indivíduos albinos, que são desprovidos de pigmento, têm um risco maior de desenvolver qualquer tipo de câncer de pele, inclusive o melanoma, mas é uma patologia. As pessoas ruivas ou loiras apresentam mais chances de desenvolver o melanoma. O cirurgião oncológico e de cabeça e pescoço Luciano Biasi, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que as pessoas com pele clara têm um risco maior de desenvolver o melanoma, mas as pessoas de pele mais pigmentada têm um risco menor de apresentar melanoma cutâneo, mas tem um risco maior de ter melanoma acral, que se desenvolve nas extremidades, como nas palmas das mãos, plantas dos pés e ao redor do aparelho pelo ungeal. 

“Também existem fatores de risco que podem ser evitados como a exposição à Radiação Ultravioleta (UV) e as radiações UVA e UVB. Em recente levantamento conseguiu-se encontrar o que chamamos de assinatura genética do sol em aproximadamente 95% de todos os casos câncer de pele. A realização de bronzeamento artificial com frequência deve ser evitada. As pintas na pele também devem ser observadas, principalmente quando apresentam uma forma ou cor anormal.”

Também é necessário verificar a questão hereditária uma vez que o histórico familiar é muito importante, além da presença prévia de múltiplas pintas ou névoas do indivíduo e história de queimadura solar. As pessoas que estão realizando tratamentos imunossupressor e aquelas que apresentam defeito genético no reparo da capacidade de exposição da pele ao sol devem reforçar os cuidados para evitar o melanoma.  

Entre os principais exames para a diagnóstico estão os exames clínicos, dermatoscopia, mapeamento corporal total. “Em caso de pacientes com melanoma e estão com a doença avançada e disseminada as armas que temos hoje para o tratamento tem como vedete a imunoterapia e terapia-alvo, que mudaram radicalmente a história do tratamento do melanoma, baseando em estudos antigos quando a quimioterapia chegava a 2% de sobrevida em cinco anos passa agora a ser acima de 50% de sobrevida com a imunoterapia e terapia-alvo. A radioterapia também é utilizada como uma dessas formas de tratamento.” 

A taxa de sobrevida é acima de 95% em 10 anos para pacientes cujo melanoma é detectado exclusivamente na pele e em fases iniciais. Já a taxa de sobrevida cai drasticamente para cerca de 60% para pacientes que tenham gânglios linfáticos grosseiramente envolvidos ou doença macroscópica linfática. “O melanoma diagnosticado em fase inicial, aqueles que consideramos de melanoma de espessura fina, conseguimos ter controle da doença e índice de cura muito bom, como vimos anteriormente acima de 95%, com procedimento cirúrgico feito com anestesia local. Já pacientes com melanoma localmente avançados, que seriam aqueles que chamamos de espessos, têm uma chance menor de cura, não pelo fato da doença estar localmente avançada, mas também pelo fato que esses pacientes têm uma chance muito maior de desenvolver metátese sistêmica. A melhor forma que temos hoje para curar pacientes com melanoma é o diagnóstico precoce”, finaliza Luciano Biasi.

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