Mãe aos 40, e agora?

Quando eu recebi a notícia de que seria mãe aos 40 (quarenta e um, pra ser mais exata), eu não sabia de que modo reagir.

Você que me lê pode pensar que é exagero, mas cada um sabe exatamente onde o calo aperta onde dói… Aqui, só me senti anestesiada.

Como é que eu vou criar uma criança aos 40 anos? Muita coisa passou pela minha cabeça, principalmente por se tratar de uma “primeira” gestação – na verdade, era a segunda, a primeira acabou resultando em uma perda na nona semana, em que tive que passar pelo terrível processo de curetagem onde me despedi daquela que poderia ter sido a nossa única gestação. Todo esse processo, eu contei lá no Jornal Plural.

Enfim, um mês e meio depois dessa curetagem, acabei positivando um BetaHCG em 18 mil, mas a primeira ecografia, em 8 de janeiro, mostrava um saco gestacional vazio. Quinze dias depois, o saco já tinha um hóspede, que media 1,96cm e o coração pulsava a 185BPM.

Para quem havia sido desenganada pelos médicos duas vezes, ouvindo que seria impossível engravidar (história que eu conto em outro post), nunca fiz de ser mãe uma prioridade e segui a minha vida.

Quando veio este positivo, duas amigas souberam e logo em seguida o pai, que também não soube como reagir. Veio o medo por tudo o que eu havia passado, pelo meu histórico de saúde e pela curetagem horrorosa a que me submeti, sendo, inclusive, vítima de violência obstétrica.

Pensei: Como eu, aos 41 anos, ouvindo que seria impossível, fui capaz de gerar (por duas vezes consecutivas) uma vida?

Fato é que hoje entramos na 24° semana (sexto mês) e Nina está aqui, firme, forte e saudável (25cm, 506g), e cada vez que ela está meio preguiçosa com os chutes, eu dou uma provocada e pergunto: “O que houve com a minha boxeadora?” E logo ela se ajeita…

Algumas vezes, ainda em tom de brincadeira, eu digo: “Vou ser avó da minha filha!” Mas, de verdade, eu me questiono, se eu vou estar aqui para ver ela entrar na faculdade, se graduar… Se eu vou estar perto pra quando ela tiver a primeira decepção… Se eu vou saber trocar fralda, amamentar, como eu vou lidar com as noites insones, de cólica, manha…

Mas aí, eu penso… Quando nascer o primeiro dentinho? E a primeira palavra, qual será? Os primeiros passos?

Na verdade, hoje eu só torço, e muito, para que a Nina seja muito esperta e inteligente e que mude todas as minhas certezas de lugar. Que ela venha pra bagunçar muito, pra me mostrar que talvez eu estivesse errada… Que ela tenha saúde, sabedoria… Que nos dê novo significado para a vida, e que nunca, jamais, falte algo para ela!

Eu e o Ulisses vamos fazer de tudo para que ela seja a menina mais especial desse mundo, porque estamos tentando criar (diariamente) um mundo novo para recebê-la.

A gente conta os dias para conhecer esse rostinho, previsto para estrear em 6 de setembro… Até lá, a gente vai imaginando, compondo o quartinho dela e escrevendo memórias para que ela saiba, um dia, como sem jamais termos sonhado, ela chegou…

Ah, soube, em sonho, em que minha amada e saudosa avó Maria apareceu (já faz 26 anos que ela deixou este plano), que Nina está vindo por vontade própria, e que foi ela que veio e acabou partindo e que agora está retornando, decidida e persistente. Se você crê ou não… Bom, isso é problema seu…

Se você for me acompanhar por aqui, em breve eu vou contar sobre os exames de rotina de gravidez, as vitaminas, os sintomas, os trimestres…

Como disse a médica que me acompanha: “Gravidez não é doença, mas também não é algo normal”!

Seguimos.

Ah, e como a saga pelo quartinho, roupinha, chá de bebê, suplementos, cremes, cursos sobre parto e amamentação e etc já começou, eu também vou dividir isso com vocês aqui e lá no nosso Instagram (@afinameninaoficial). Segue lá: www.instagram.com/afinameninaoficial

E se você tiver alguma dúvida sobre o processo, envie um e-mail para a gente no falecom@afinamenina.com.br, que especialistas vão ajudar a responder os questionamentos.

Obrigada por ter lido até aqui e até breve!

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