O charme de um homem

* Por Nilda Dalcól - Bem Vivida

Alguém já parou para pensar no charme de um homem?
Você aí, já pensou quão charmoso seu amor é?

Já prestou atenção no jeito que ele tira a camiseta, puxando-a por cima dos ombros?
No modo como usa uma camisa social, com as mangas dobradas e um relógio no pulso esquerdo e, quando desabotoa essa mesma camisa, não fica um charme?

E quando faz o nó da gravata na maior tranquilidade, para em seguida vestir um terno e com as mãos nos bolsos, olhar ausente, distante, pensativo, não fica charmoso?

Qual homem que vestido igual a um mafioso, todo de preto e uma gravata para contrastar, não fica charmoso?
E, na maneira “largada” de sentar (por razões anatomicamente óbvias), fica olhando para você,
não fica um charme?

E, quando pensativo, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos cruzadas sob o queixo, olhar vago, como se buscasse uma resposta, não fica charmoso?

E, quando anda na rua, devagar, como se o Senhor de Tudo fora, com uma das mãos no bolso e a outra movendo-se elegante e discretamente, acompanhando seus passos, não fica um charme?  Fica né?

Mas, para mim, o charme de um homem não restringe-se ao que entendo por “atraente”… Nem reside ao que comumente lhe é atribuído, por imposição da natureza (às vezes exigimos demais dele!).

O charme de um homem está na educação, na simplicidade dos gestos, na sutileza das palavras, na força, na determinação, na coragem, na bondade, compreensão e no abraço inesperado e naquele momento, suavemente desliza a mão pelas (nossas) costas, porque é onde nos sentimos seguras e protegidas.

E o mundo … O mundo que desabe. O que desejamos é que aquele abraço não tenha fim…

São as atitudes de um homem que o tornam… Um homem.

PS: Sem confrontar quem quer que seja, mesmo porque o nosso livre arbítrio nos permite fazer as nossas escolhas, que esperamos aceitadas e respeitadas por todos e que vivamos em paz e felizes… Do nosso jeito.

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