Síndrome dos ovários policísticos: causa, tratamento e prevenção

por Ana Paula Mondragon

A síndrome dos ovários policísticos, conhecida também como SOP, tem sido algo muito comum e pode acontecer em mulheres de todas as idades.

A SOP atinge de 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela costuma surgir quando a hipófise, a glândula que regula a produção hormonal, acaba estimulando a liberação em excesso de andrógenos, hormônio masculino.

A síndrome dos ovários policísticos é caracterizada por alterações nos níveis de hormônios circulantes no sangue, o que favorece a formação de diversos cistos no ovário.

A resistência à insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas e responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue, também é associado a SOP, isto porque o desequilíbrio desses hormônios pode desencadear o diabetes tipo 2. E os níveis de glicose muito elevados prejudicam os ovários, que começam a gerar mais andrógenos do que estrógenos.

Entre os sintomas estão menstruação irregular, queda de cabelo, aumento de oleosidade na pele e dificuldade para engravidar, aumento de peso, acne, ciclos anovulatórios.

O diagnóstico é feito pelo ginecologista com avaliação clínica (exame físico) e exames.  A presença de cistos nos ovários no exame de ultrassom não é algo obrigatório para fechar o diagnóstico.

O tratamento deve ser feito conforme as orientações médicas, podendo existir a necessidade do uso de medicações, mas basicamente irá consistir em mudanças do estilo de vida através da alimentação equilibrada e prática de atividade física.

 

Ana Paula Mondragon, ginecologista e obstetra

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