Como definir a porta certa para cada estilo de projeto residencial

A porta precisa compor com a arquitetura, solucionando questões estéticas e técnicas

OSabemos que em qualquer lugar, a primeira impressão é a que fica e nas residências não seria diferente. Neste sentido, a escolha assertiva do modelo de porta é essencial, pois além de responder às demandas específicas do local, deve assegurar segurança ao imóvel e harmonia na composição final.

Com uma pluralidade de modelos, a porta de entrada pode abarcar diversas possibilidades, que vão desde o estilo e abertura, até o material escolhido. Experiente na execução de projetos arquitetônicos de casas, a arquiteta Patricia Penna, à frente do escritório que leva seu nome, compartilha orientações importantes para quem passará por esse processo de definição.

Quais os primeiros pontos a serem considerados?

Em edificações localizadas no litoral, as portas necessitam de uma atenção extra no que diz respeito à durabilidade. Na residência de veraneio dos clientes, a arquiteta Patricia Penna especificou a esquadria em alumínio no tom corten e puxador tipo cava | Foto: Leandro Moraes

A escolha correta das portas é um passo indispensável em qualquer projeto. A esquadria precisa dialogar com a arquitetura, tanto no que diz respeito ao material eleito, acabamento (cor e textura), além dos detalhes decorativos presentes, como apliques, frisos, rebaixos e puxadores. “Essa relação pode acontecer tanto pela mimetização, ficando quase imperceptível, ou por meio do destaque absoluto dela“, afirma Patrícia Penna.

Junto a isso, obrigatoriamente, a porta deve ser resistente às intempéries como a incidência do sol na maior parte do dia, frio, ventos e chuva, bem como garantir sua integridade em impactos diversos que, porventura, possam acontecer. Ao assegurar a boa resolução destes aspectos básicos, o projeto pode partir na busca por modelos tradicionais, aqueles que seguem tendências ou que acompanham o desejo dos clientes.

Materiais

Quando o projeto de arquitetura elege o emprego de um material considerado mais ‘clássico’, a arquiteta aponta a possibilidade de investir na utilização de outros elementos adicionais que, na sua composição, podem tornar elevar a porta a um nível de destaque na arquitetura. Para tanto, sua execução pode contar com dimensões maiores, design/acabamento diferenciados ou puxadores realçados. “Entretanto, considero válido alertar que essas particularidades vão depender, exclusivamente, da personalidade e das preferências do cliente“, enfatiza a profissional, que ainda adverte sobre a importância de contar com materiais duráveis e que sofrerão poucas alterações físicas com o passar do tempo.

Os mais indicados são:

– Madeira: o mais clássico dos clássicos. Tem grande versatilidade, e muitas possibilidades para compor estilos arquitetônicos – transitando desde um visual arrojado, elegante até um efeito rústico. São diversas possíveis diversas tonalidades de madeira, bem como. Pode ser usada sozinha ou combinada com outros elementos, em serralheria, por exemplo;

– Vidro: com uma essência contemporânea, sempre demanda uma estrutura metálica ou em madeira, por exemplo. Pensando na privacidade, pode receber uma película com cor, ou simplesmente com efeito jateado e, no tocante à segurança, deve ter uma composição laminada;

– Serralheria: é bastante adotada por suas inúmeras possibilidades de acabamento, como a aparência ‘rústica’, clássica ou até mesmo contemporânea. Lembrando que, no entanto, a depender do material utilizado, a proximidade com água pode levar a ferrugem. Sendo assim, sua utilização demanda atenção.

– ACM e alumínio: São, de longe, os materiais mais resistentes quanto à intempéries. Há certas limitações quanto às dimensões máximas, mas suas possibilidades são enormes quanto à cores e aplicabilidades.

Tipos de aberturas de porta:

Pivotante, a porta foi executada em alumínio e mesmo com as dimensões imponentes, tem abertura leve e fácil l Foto: Sérgio Israel

Em cada situação de projeto – ou preferência, – a porta pode ter uma abertura diferente Acompanhe:

– Pivotante: Em linhas gerais, a folha da porta é ‘presa’ por pinos na parte superior e inferior, num eixo vertical conhecido como pivô. Esse sistema dispensa dobradiças, o que exclui por completo o risco de avarias destes tradicionais elementos, com o tempo de uso.

 

– Dupla: composta por duas folhas, também são conhecidas como porta francesa e proporcionam uma abertura maior para a entrada na residência. Junto com a sensação de amplitude e mais entrada de luz natural.

– Deslizantes: Muito utilizadas na parte interna dos projetos, são excelentes opções que não demandam o tradicional ângulo de abertura da porta.

Tipos de maçanetas indicados

Os detalhes fazem a diferença no visual da porta: assim, a decisão pelos puxadores e maçanetas corretos influenciam na imagem final. De acordo com as preferências da arquiteta Patricia Penna, acessórios retilíneos e sem ornamentações são os mais recomendados por seus traços atemporais. “Portas internas podem ter maçanetas convencionais, do tipo alça ou redonda. Mas na entrada, caso seja o desejo, elas não precisam, necessariamente, contar com uma maçaneta. Podemos trabalhar com o fecho rolete ou com um puxador de cava ou alça, por exemplo“, sugere.

Medidas de portas de entrada

Comercializadas à pronta entrega, as portas tradicionais encontradas no mercado costumam apresentar 2,10 m de altura e uma largura mínima de 60 cm. Entretanto, essas referências são inerentes ao projeto de arquitetura, que solicita uma porta proporcional às dimensões da fachada. Em residências com pé-direito duplo, a altura pode alcançar entre 5 e 6m. “Caso o cliente queira, essa referência pode ser maior, mas já consideramos que entre 3 e 4 m termos uma proporção bastante generosa. Essa definição está diretamente ligada à arquitetura particular de cada casa“, analisa Patricia.

Medidas de portas de entrada

Com a magnitude do pé-direito duplo, a porta de madeira tem painéis fixos em suas laterais l Foto: Sérgio Israel

A arquiteta Patrícia Penna comenta que cada material terá sua especificidade de manutenção, mas a limpeza de rotina, com um pano úmido, deve ser encaixada no cronograma de faxina da casa, além uma higienização mensal mais intensa. “Portas em madeira natural demandam lixa e verniz (ou semelhante) com frequência anual ou menor ainda, dependendo do nível de insolação e umidade e aquelas que receberam acabamento em laca pedem apenas por um pano úmido ou seco. Portas de PVC ou alumínio demandam apenas pano úmido. Os materiais abrasivos ou ásperos, em geral, são inimigos de qualquer porta”, conclui.

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