Nouvelle Vague: movimento que mudou a história do cinema é tema de filme exclusivo no Curta!

DOCUMENTÁRIO INÉDITO ESTREIA NO CANAL, ANALISANDO A OBRA DE CINEASTAS COMO FRANÇOIS TRUFFAUT, JEAN-LUC GODARD E AGNÈS VARDA

A Nouvelle Vague foi um movimento artístico que nasceu na França e marcou o cinema mundial, sobretudo durante as décadas de 1950 e 1960, por seu caráter contestatório e revolucionário. Desse grupo, saíram grandes nomes da sétima arte, como François Truffaut e Jean-Luc Godard. Tais diretores e suas obras são assunto do documentário “Nouvelle Vague: A Grande Onda do Cinema”, uma coprodução da Arte France e da INA, que estreia com exclusividade no Brasil através do Curta!. Neste mês, o canal está com sinal aberto na internet e toda a programação pode ser vista gratuitamente. A produção francesa também está no Curta!On – Clube de Documentários, disponível no NOW, da Claro / NET, e na internet através do Tamanduá.TV.

Trechos de filmes da época contam a história da Nouvelle Vague, como “Os Primos”, de Claude Chabrol, “Os Incompreendidos”, de Truffaut, e “La Pointe Courte”, de Agnés Varda. As cenas são mescladas com um impressionante acervo de entrevistas com diretores como Godard, Truffaut, Chabrol e Varda. Outros profissionais que se envolveram com o movimento também aparecem em entrevistas, entre eles o arquivista Henri Langlois, cofundador da Cinemateca Francesa, e o cinegrafista e diretor de fotografia Raoul Coutard. Atores como Jean-Paul Belmondo, Brigitte Bardot e Gina Lollobrigida estão entre os que aparecem no longa.

A Nouvelle Vague daria espaço para jovens cineastas, muitas vezes iniciantes nesse ofício, dispostos a quebrar padrões e, ao mesmo tempo, enfatizar novos valores trazidos por aquela geração. As produções acabaram por refletir o contexto de efervescência cultural e política vivido em diversas partes do mundo. “O cinema francês era, definitivamente, um regime de inquisição, de celas e compartimentos nos quais havia tabus e leis. Queríamos mostrar que tudo isso era inútil”, conta Godard em um registro incluído no documentário.

Por apresentar filmes e entrevistas realizados sobretudo em meados do século XX, “Nouvelle Vague: A Grande Onda do Cinema”, dirigido por Florence Platarets, é composto em quase sua totalidade por imagens em preto e branco. Porém, o documentário, em seus momentos finais, exibe cenas coloridas como as de “Uma Mulher é uma Mulher”, de Godard, e “A Princesa de Cleves”, de Jean Delannoy, acompanhando a passagem do tempo e a evolução tecnológica do cinema.  A estreia é na Quarta do Cinema, 9 de fevereiro, às 23h.

Em novo episódio, série mostra disputa entre Hitler e Churchill em meio à Segunda Guerra

O segundo episódio da minissérie “Hitler e Churchill – A Águia e o Leão” começa com a Batalha da Grã-Bretanha, em agosto de 1940, quando a força aérea alemã — a Luftwaffe — ataca o sul da ilha governada por Winston Churchill e chega a ter vantagem sobre a Força Aérea Real. Um fato que mudaria os planos de Churchill e de Hitler acontece em 24 de agosto daquele ano.

Nesse dia, um avião alemão solta, por engano, uma bomba em Londres. Contrariando os conselhos de seus generais, Churchill manda bombardear Berlim no dia seguinte. Isso faz com que Hitler mude sua estratégia de guerra e concentre esforços na destruição de Londres. Ele não consegue, entretanto, derrotar os ingleses, e sua tentativa de invadir a ilha acaba frustrada. Churchill visita cada bairro devastado para levantar a moral da população e consegue, assim, se tornar um líder tão adorado por seu povo quanto o próprio Hitler na Alemanha.

O documentário prossegue mostrando, com riqueza de imagens históricas colorizadas, os capítulos seguintes desse embate. Em 1941, Hitler lança a Operação Barbarossa contra a União Soviética e consegue importantes vitórias. No fim do mesmo ano, a base americana de Pearl Harbor é atacada pelo Japão. O filme mostra que tanto o líder britânico quanto o alemão comemoram o fato: o primeiro por intuir que, finalmente, terá o aparato bélico americano ao seu lado no campo de batalha; o segundo, por contar com a adesão do Japão, uma força poderosa que ele considerava imbatível.

Para garantir o apoio dos EUA, Churchill vai a Washington e discursa no Congresso americano. Desse momento até a invasão da Normandia pelos Aliados e a tomada de Berlim, houve muitos avanços e revezes de cada lado, narrados de forma arrebatadora neste episódio final da minissérie, que também está disponível no Curta!On e pode ser visto gratuitamente no Curta! no site do canal.  A estreia do episódio é na Sexta da Sociedade, 11 de fevereiro, às 23h.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 07/02

22h25 – “Dois Tempos” (Documentário)
Trinta e cinco anos após um primeiro encontro que mudou as suas vidas, os violonistas Lucio Yanel e Yamandu Costa se reencontram em uma jornada que reconstrói o caminho que trouxe o argentino Lucio a terras brasileiras. Sozinhos na estrada com seus violões e memórias, mestre e discípulo cruzam a fronteira sul do Brasil até Corrientes, na Argentina, encarando as transformações trazidas pela viagem e pela passagem do tempo. Direção: Pablo Francischelli. Duração: 88 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 08 de fevereiro, terça-feira, às 2h25 e às 16h25; 09 de fevereiro, quarta-feira, às 10h25; 12 de fevereiro, sábado, às 22h10.

Terça das Artes (Visuais, Cênicas, Arquitetura e Design) – 08/02

23h15 – “Em Cena – A Arte da Interpretação” (Série) – Episódio 3
A série documental enfoca o ofício do ator, revelando o processo criativo dos maiores nomes do teatro, do cinema e da televisão através da jornada que é preparar-se para um papel. O terceiro episódio investiga as diferentes escolas de pensamento sobre interpretação teatral que floresceram pelo mundo e encontraram ressonância por aqui, como as de Stanislavski, Brecht, Meyerhold, Artaud e Grotowski. Direção: Jun Sakuma. Duração: 41 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 09 de fevereiro, quarta-feira, às 03h e às 17h; 10 de fevereiro, quinta-feira, às 11h; 12 de fevereiro, sábado; 18h35.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 09/02

23h – “Nouvelle Vague: A Grande Onda do Cinema” (Documentário)
Foi durante os anos 1960 que se deu o nascimento e a ascensão da Nouvelle Vague francesa. Caracterizada como um movimento cinematográfico de vanguarda, liderado por diretores como Jean-Luc Godard e Agnès Varda, deu origem a atores icônicos como Brigitte Bardot e Jean-Paul Belmondo. A Nouvelle Vague produziu uma nova geração de cineastas, mas também novos corpos de atores, uma revolução técnica e estética, uma forma totalmente diferente de se produzir filmes. É, acima de tudo, uma ideia nova de cinema, mais próxima do romance ou da arte moderna do que do cinema comercial. Diretor: Florence Platarets. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 10 de fevereiro, quinta-feira, às 03h e às 17h; 11 de fevereiro, sexta-feira, às 11h;12 de fevereiro, sábado, às 15h; 13 de fevereiro, domingo, às 23h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 10/02

23h30 – “Incertezas Críticas” (Série) – Episódio: “Axel Honneth”
Axel Honneth é um dos mais importantes pensadores alemães da atualidade. Autor de diversos livros, é diretor do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, além de professor na Columbia University. Em seu apartamento em Nova York, ele explica alguns de seus conceitos fundamentais para compreender o mundo. Direção: Daniel Augusto. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 11 de fevereiro, sexta-feira, às 03h30 e às 17h30; 12 de fevereiro, sábado, às 19h35; 13 de fevereiro, domingo, às 08h; 14 de fevereiro, segunda-feira, às 11h30.

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 11/02

23h – “Hitler e Churchill: A Águia e o Leão” (Minissérie em dois episódios) – Episódio 2
Depois da Primeira Guerra Mundial, graças ao seu incrível talento de orador e à violência de seus capangas, um soldado austríaco do partido nazista torna-se chanceler da Alemanha. Na década de 30, enquanto Hitler chegava ao topo, na Grã-Bretanha, Churchill, o aristocrata, perdia seu posto de ministro das Finanças e ficava fora do jogo político. Considerado um homem acabado, ele é, porém, o único a denunciar incansavelmente a ameaça da Alemanha nazista. Quando Hitler inicia a Segunda Guerra Mundial, nada pode pará-lo. Em menos de seis semanas, ele vence a Batalha da França. Churchill, o político fracassado, é chamado de volta ao cargo e é nomeado primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Os dois homens se encontram novamente cara a cara, cada um liderando sua nação. Uma batalha de gigantes começa. Em agosto de 1940, a Batalha da Grã-Bretanha tem início. Direção: David Korn-Brzoza. Duração: 45 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 12 de fevereiro, sábado, às 03h; 13 de fevereiro, domingo, às 19h; 14 de fevereiro, segunda-feira, às 17h; 15 de fevereiro, terça-feira, 11h.

Sábado – 12/02

16h – “O Voto – A História das Sufragistas” (Minissérie em quatro episódios) – Episódio 1
Aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em junho de 1919 e ratificada pouco mais de um ano depois, a emenda constitucional que deu às mulheres o direito ao voto foi resultado de uma luta incansável. Do seu início até a conquista do voto feminino, a trajetória das chamadas “suffragettes” norte-americanas é contada pela minissérie “O Voto: A História das Sufragistas”, dirigida por Michelle Ferrari. O primeiro episódio rastreia a ascensão da militância sufragista nos Estados Unidos, uma abordagem de ação direta à política inspirada nas sufragistas da Grã-Bretanha. Em 1911, “votes for women” haviam se tornado, como observou um jornalista, “as três pequenas palavras que constituem a maior questão no mundo hoje”. Direção: Michelle Ferrari. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 13 de fevereiro, sábado, às 12h; 14 de fevereiro, domingo, às 16h; 15 de fevereiro, segunda-feira, às 10h.

Domingo – 13/02 – MARATONA SEMANA DE 22

13h – “Imortais da Academia” (Série) – Episódio: “Cadeira 38: Vocação vs. Destino” (Sobre Graça Aranha)
O episódio sobre a cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras aborda um namoro antigo e recorrente na história da congregação: o da literatura com a política. O acadêmico que conecta os pontos dessa história é o atual ocupante da vaga, o ex-presidente da República José Sarney. Os outros acadêmicos de destaque são José Américo de Almeida, que teve seu projeto de concorrer à presidência do país frustrado pelo golpe do Estado Novo, e Graça Aranha, modernista de família de políticos, que seguiu carreira diplomática e imprimiu sua marca na política cultural. Direção: Belisario Franca. Duração: 26 min. Classificação: Livre.

 

13h30 – “Caixas Mágicas” (Série) – Episódio “Vitais Alegorias: Oswald de Andrade e ‘O Rei da Vela’”
No primeiro episódio, “Caixas Mágicas” traz uma amostra da força do romancista, dramaturgo, ensaísta e pensador Oswald de Andrade, a partir de sua obra teatral mais famosa, “O Rei da Vela”, encenada pela primeira vez em 1968, por Zé Celso Martinez Corrêa e o Teatro Oficina. Com muitos depoimentos, imagens de arquivo e a participação de Zé Celso, além de atores e atrizes do Oficina, o programa procura incorporar a própria natureza cubista, paródica e ácida das imagens da peça para traçar um retrato de seu criador que faça jus à sua personalidade multifacetada.  Direção: Rodrigo Campos. Duração: 26 min. Classificação: 12 anos.

 

14h – “Artistas Plásticos Brasileiros” (Série) – Ep. Anita Malfatti – Liberdade Para Criar
Precursora do modernismo brasileiro, Anita Malfatti é retratada neste episódio da série “Artistas Plásticos Brasileiros”. Ela influenciou uma geração de artistas em busca de novos caminhos, com uma festa de formas e cores em seus quadros expressionistas, que eram elogiados no exterior, mas chegaram a ser criticados até pela própria família. Apesar do estranhamento dos conterrâneos tradicionalistas na sua primeira exposição, sua arte inspirou o movimento que aflorou na Semana de Arte Moderna de 1922. Direção: Adriana Miranda e Rozane Braga.  Duração: 52 min. Classificação: Livre.

 

15h – “Matizes do Brasil” (Série) – Episódio “Tarsila do Amaral”
Tarsila do Amaral, uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista brasileiro, é o tema deste episódio de “Matizes do Brasil”, que aborda traços marcantes, originalidade e exotização na obra da artista. Direção: Bianca Lenti. Duração: 26 min. Classificação: Livre.

 

15h35 – “Mestres da Literatura” (Série) – Episódio: “Mário de Andrade”
O episódio revela como se deu a formação pessoal e acadêmica de um dos mentores da Semana de Arte Moderna de 1922, bem como a importância do movimento modernista brasileiro. Além disso, há o foco no clássico “Macunaíma”, considerado um “espelho-crítica” da formação do homem brasileiro. Direção: Hilton Lacerda. Duração: 28 min. Classificação: Livre.

 

16h10 – “Por Onde Anda Makunaíma?” (Documentário)
Um resgate histórico e cultural daquele que é o personagem ficcional mais identificado com um certo jeito de ser brasileiro. A começar por Makunaíma, mito de origem de etnias da tríplice fronteira Brasil-Venezuela-Guiana, registrado pela primeira vez nos anos 1910, pelo etnólogo alemão Koch-Grünberg. É esse mito que faz a ponte entre o extremo norte da América do Sul com o Brasil não-indígena, por meio de Mário de Andrade, célebre autor da rapsódia “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, de 1928. Em 1969, o cineasta Joaquim Pedro de Andrade lança a sua versão dessa história, o filme mais censurado do Cinema Novo. Em 1978, Antunes Filho leva Macunaíma para o teatro. Em 1983, Macunaíma volta para o cinema como “Exu-Piá”, de Paulo Veríssimo, filme selecionado para o Festival de Berlim em 1985, mas não exibido. Com depoimentos em português, alemão, espanhol, macuxi e taurepang, o filme retorna a esse personagem que já nasce múltiplo e segue contemporâneo. Direção: Rodrigo Séllos. Duração: 84 min. Classificação: 12 anos.

 

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