Ômicron, Influenza ou gripe? Teste capaz de diferenciar múltiplos patógenos auxilia médicos com avanço de nova onda

Tecnologia de testagem sindrômica permite distinguir agentes infecciosos para definir o tratamento mais adequado e de forma mais rápida

O aumento expressivo dos casos da variante Ômicron no Brasil desde o final de dezembro vem gerando dúvidas na população e causando uma corrida aos hospitais. Isso porque, além do alta de infecções da COVID-19, diversas cidades do país atravessam também um crescimento expressivo no número de casos do vírus H3N2 (Influenza) e de outras síndromes gripais e respiratórias, mais comuns de serem observadas no inverno.

As diferentes patologias apresentam sintomas similares, como dor de cabeça, coriza e febre, já que, com uma boa parte da população imunizada, a nova variante da COVID-19 tem apresentado sintomas menos graves. Com a sensação de dúvida crescente, cenas de pronto-atendimento de hospitais e laboratórios lotados nos primeiros dias do ano têm sido comuns.

Por conta disso, uma importante ferramenta de testagem tem auxiliado médicos no diagnóstico e tratamento. Capaz de identificar e diferenciar uma série de patógenos simultaneamente, e identificar, inclusive, se o indivíduo está contaminado por mais de um agente infeccioso ao mesmo tempo, o QIAstat-Dx vem sendo utilizado em diversos hospitais de referência do país.

De acordo com o médico intensivista do Hospital das Clínicas, Dr. Daniel Joelsons, os testes sindrômicos são fundamentais, principalmente, para os profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19. “Essas ferramentas são de extrema importância para concluirmos o diagnóstico do paciente. Caso a infecção seja por bactéria, já iniciamos a administração de antibióticos. Se o paciente estiver contaminado pelo novo coronavírus, providenciamos seu isolamento e tratamento adequado. Os testes sindrômicos facilitam o trabalho da equipe médica e reduzem os efeitos colaterais dos medicamentos desnecessários”, declara o especialista.

A proposta do QIAstat-Dx, fabricado pela QIAGEN – multinacional alemã especialista em tecnologia para testes moleculares -, é permitir a testagem de um painel respiratório do paciente, ao identificar qual dentre 22 principais agentes, entre bactérias e vírus, é o causador dos sintomas, incluindo o SARS-Cov-2, o novo coronavírus.

“O objetivo da QIAGEN é auxiliar, principalmente, no diagnóstico correto de doenças que apresentam sintomas parecidos. Essa ferramenta dará as diretrizes para a conduta médica mais adequada, ao eliminar as incertezas no tratamento, com o uso dos medicamentos corretos, proporcionando uma abordagem mais responsável em termos de administração e resistência aos antibióticos”, destaca Paulo Gropp, vice-presidente da QIAGEN na América Latina.

Voltado ao diagnóstico clínico e com registro ativo na ANVISA, o QIAstat-Dx realiza, de forma rápida e sem necessidade de manipulação, o diagnóstico direto de amostras de swab nasofaríngeo de pacientes com suspeita de infecção respiratória, e libera o resultado da análise em até uma hora. Sua tecnologia tem o potencial de diminuir o tempo de permanência do paciente no hospital, evitar internações desnecessárias e identificar pacientes que, dependendo da contaminação, precisam de isolamento ou demais medidas de controle da infecção.

“A utilização da ferramenta oferece ganhos para o paciente, que recebe o tratamento correto e eficaz, se recupera e se reestabelece mais rápido. Tanto para o sistema de saúde, evitando uso de medicamentos incorretos, diminuição do tempo e internação, reduzindo custos e aumentam-se as vagas para os pacientes que precisam de fato de uma internação, para acompanhamento dos casos mais críticos”, finaliza Paulo Gropp.

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