Dívidas, restrição ao crédito e compras de fim de ano: brasileiros estão endividados, mas intenção de crédito para compras aumenta, aponta FinanZero

Reflexo da crise econômica e pandêmica, pedidos de empréstimo por pessoas com restrição ao crédito cresceram 65% em comparação com 2020

O fim do ano chegou e, com ele, o acúmulo de dívidas também se faz presente entre boa parte da população brasileira – cerca de 12 milhões de famílias brasileiras estão endividadas, de acordo com último levantamento da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Após mais um ano pandêmico, muitas pessoas tiveram seus nomes negativados pela falta do pagamento de contas. Segundo último Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), produzido pela fintech de crédito FinanZero, as pesquisas no Google por “empréstimo para negativado liberado na hora” cresceram 14.650% novembro deste ano, em comparação com mesmo período de 2020.

(Fonte: FinanZero com dados de Google)

“A urgência em sair das pendências financeiras e voltar a ter um CPF limpo faz com que as pessoas recorram aos empréstimos como uma maneira mais rápida de ter um dinheiro em mãos para a resolução dos seus problemas, como o pagamento de contas básicas de casa”, explica Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero.

Os dados de buscas vão ao encontro também de um levantamento realizado com a base de cerca de 6,62 milhões de usuários da FinanZero. De acordo com o IFE, a solicitação de empréstimos para pessoas com restrição a crédito teve um aumento de 65% em novembro deste ano, em comparação com o ano anterior. Contudo, quando comparado com o mês passado, houve uma queda de 22%.

(Fonte: base de usuários FinanZero)

Apesar das dívidas, 20,83% dos brasileiros desejam solicitar empréstimo para compras

O IFE entrevistou 500 internautas brasileiros, entre os dias 29 de novembro e 6 de dezembro deste ano. 43,2% dos entrevistados disseram ter a intenção de solicitar empréstimo nos próximos três meses – em outubro, este número era de 45,6%. Destes 37,96% desejam tomar crédito para quitar dívidas, seguido de 25,93% que desejam investir em negócio próprio.

O destaque, no entanto, vai para os brasileiros que informaram o desejo de solicitar crédito para compras, que atingiu o maior patamar nos últimos cinco meses, com 20,83%. Os dados comprovam cada vez mais que a crise econômica, o desemprego e a pandemia, juntos, impactaram a vida dos brasileiros. Com isso, a solicitação de empréstimo para realizar compras pode ter duas hipóteses.

O primeiro reflete a falta de dinheiro para necessidades básicas para além das dívidas, afinal, com a inflação já esperada, o preço de produtos comuns para alimentação e higiene do dia a dia, por exemplo, subiram consideravelmente ao longo do último ano, e a renda familiar não conseguiu acompanhar esses aumentos. Somente o preço da cesta básica aumentou até 34,13% em 12 meses nas capitais brasileiras, de acordo com levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em setembro.

Na contramão, também há o anseio em realizar compras devido ao fim do ano e as comemorações de Natal – momento em que muitos aproveitam o recebimento do 13º salário para comprar presentes. Inclusive, recente pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), aponta que 33% dos brasileiros pretendem gastar o dinheiro do 13º em compras de Natal.

Fonte: FinanZero

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