Desilusão

por Nilda Dalcól

Como sofremos quando nos decepcionamos.
Sentimos na alma os golpes desferidos pela desilusão.

Quando somos profundamente machucados por alguém que jamais imaginaríamos ser o autor de tamanha “desumanidade”, não conseguimos pensar, agir, estamos vazios… Dói tanto que demoramos para entender por quê?

E por que esperou tanto para mostrar quem realmente era?

Nos desiludimos com amores, família, amigos… Cada um com a sua porção de (às vezes) crueldade. Uns mais, outros menos, mas a dor é imensa, incapacitante, até mentalmente ela nos atinge.

E ficamos estagnados naquelas águas escuras, tentando não nos afogar na tristeza inerte que mal nos permite respirar, para não afundarmos de vez.

Mas, a desilusão maior, ou a pior, é quando ela vem com elegância, com educação, com a parcimônia de um lorde e “delicadamente” nos coloca no chão.

Tripudia soberba e ironicamente, sabendo que vai nos ferir, magoar, ofender… E sai orgulhoso, com o peito estufado como se tivesse praticado uma boa ação.

Como eu já disse antes, nada dura para sempre (esta frase deve ser mais antiga do que o silêncio!), nem a desilusão, e um dia despertamos daquele sonho mau, nos olhamos no espelho e não nos reconhecemos, parecemos uma sombra quase apagada do que fomos…

“Peraí, onde está o meu orgulho, o meu amor-próprio, a minha autoestima?

No fundo do poço, com certeza!

Porém, nada como uma boa dose de esperança, fé e confiança para nos tirar daquela apatia e, com determinação, prometemos a nós mesmos que nada nem ninguém nos fará perder a coragem de seguirmos em frente…

E que sejamos felizes… De novo!

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