Em busca de novas formas de prazer: 85% dos assinantes de plataforma de áudios eróticos são mulheres

Se antes ainda era um tabu para elas afirmarem publicamente que utilizam produtos eróticos, hoje as mulheres falam sobre o assunto abertamente nas mídias sociais e até mostram quais são os produtos que elas mais gostam. Com a pandemia, o assunto ficou ainda mais em evidência, já que elas decidiram explorar novas formas de prazer através de sex toys. De acordo com uma pesquisa feita pela plataforma de informações Mercado Erótico, na pandemia, 66% dos atendimentos que foram feitos em lojas virtuais e físicas foram direcionados ao público feminino.

“Antes existia aquela preocupação com o que as pessoas iriam achar se vissem uma mulher entrando em uma sex shop ou então se descobrissem que ela tem um vibrador ao lado da cama”, afirma Laís Conter, uma das criadoras da primeira plataforma de áudios eróticos do Brasil, a Tela Preta. Antes mesmo da criação da plataforma, Laís já andava pelas ruas de Porto Alegre em 2018 e colava adesivos provocativos. O projeto batizado de Me Lambe começou com a ideia de ser um perfil nas redes sociais que falasse sobre sexo de forma natural.

O projeto deu tão certo que o perfil se tornou um espaço para explorar o universo da sexualidade e uma forma de incentivar a participação das mulheres em debates sobre o assunto. Por conta da grande repercussão, o perfil que já possui mais de 300 mil seguidores ainda conta com uma loja online e até mesmo fez com que Laís escrevesse um livro sobre memórias afetivas e sexuais. “O prazer sexual é capaz de melhorar a saúde e a qualidade de vida das mulheres, então não faz sentido evitar falar sobre o assunto nos dias de hoje”, explica Laís.

Em abril de 2020, Laís e os empreendedores Fábio ChapGuilherme Nakata e Samuel Aguiar decidiram criar a Tela Preta. A ideia da plataforma de áudios eróticos surgiu após Chap escrever e narrar contos eróticos nas redes sociais. Por conta da repercussão positiva, ele se juntou com os três sócios e deu início ao projeto no ano passado. “Muitas mulheres se sentem mais excitadas ouvindo um conto erótico do que um vídeo adulto, pois o conto é algo que instiga a imaginação, cria um clima mais intimista, já o vídeo atrai mais os homens, que são mais visuais”, ressalta Laís.

Tanto que, 85% dos assinantes da Tela Preta são mulheres, e 15% homens. A maioria dos contos são voltados para mulheres. E para atender essa demanda, 90% dos funcionários da startup são mulheres (contando ilustradoras, narradoras e outras funções). A faixa etária das ouvintes ficam entre 20 e 50 anos. O conto que mais fez sucesso entre elas até o momento é o “Pra Ela”, narrado pelo Fábio Chap. “Nós também criamos contos personalizados de acordo com as fantasias dos clientes por R$597”, diz Laís.

Já são mais de 150 contos disponíveis na plataforma com temas variados e que exploram todo tipo de situação e fantasia, desde uma transa com o entregador de aplicativo ou até mesmo masturbação guiada. Outro ponto importante é que a Tela Preta prioriza a diversidade, então é possível ouvir diferentes sotaques de diversas regiões do país, além dos áudios não terem descrição física, ou seja, qualquer um pode se imaginar dentro das histórias. “Nosso objetivo é proporcionar orgasmos inesquecíveis através de uma nova maneira de sentir prazer”, finaliza Laís.

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