Trombose Venosa Profunda representa um risco grave à saúde vascular

Indivíduos acima de 40 anos apresentam mais chances de ter a doença; e a partir dos 60 anos há um risco ainda maior

 

No dia 16 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, data para lembrar da importância dos cuidados com a saúde vascular. A Trombose Venosa Profunda (TVP) caracteriza-se pela presença de um coágulo dentro de uma veia, sendo mais comum nos membros inferiores do corpo. A formação deste coágulo ocorre por algumas condições, como lesão endotelial, estase (dificuldade do sangue circular) e o aumento da viscosidade do sangue.

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Dr. Bruno Naves, explica que vários fatores podem estar envolvidos para que essas alterações ocorram, como a idade (indivíduos acima de 40 anos apresentam mais chances de ter a doença. Há um risco ainda maior a partir dos 60 anos); imobilidade ou mobilidade reduzida; história prévia e também familiar de Trombose Venosa Profunda; presença de varizes nos membros inferiores; obesidade; lesão na medula; traumatismos graves; condições cirúrgicas e clínicas; câncer e quimioterapia; viagens prolongadas; e condições congênitas e adquiridas que facilitam a formação de coágulos (Trombofilia).

Dr. Naves também diz que, na sua fase inicial, as tromboses venosas podem ter poucos sintomas, mas de uma maneira geral o edema de uma perna só é muito importante e já vale uma atenção maior. Como as pernas são o local mais frequente a ser acometido, o paciente pode apresentar edema unilateral (inchaço), dor no músculo, empastamento muscular da panturrilha (musculatura endurecida), diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente. O diagnóstico pode ser feito clinicamente, mas é preciso realizar exames complementares para ter certeza.

Evitar o crescimento do trombo e, eventualmente, o seu desprendimento em direção ao pulmão, para não causar uma embolia pulmonar, é o primeiro intuito do tratamento, e, em segundo lugar, impedir o agravamento do quadro, que pode deixar sequelas nas pernas, como uma hipertensão venosa, e tornar a perna mais inchada, de coloração escura e, em alguns anos, surgir ferimentos (síndrome pós-trombótica). A trombose é tratada em um período de 3 a 6 meses, na maioria dos casos, mas para pacientes que tiveram a trombose mais de uma vez, é possível prolongar o tratamento e ser, até, para a vida toda. “A propósito, essa é uma das características da trombose venosa para alguns pacientes, ela pode se repetir”, diz Dr. Naves.

Ele afirma que para os pacientes que correm risco de desenvolver a trombose, quando identificados, é possível realizar algumas medidas para a prevenção da afecção:

  • Evitar imobilização prolongada. Mexa-se.
  • Manter as pernas em posição elevada acima do coração;
  • Uso de meias elásticas, sempre que for ficar muito tempo parado;
  • Estímulo da caminhada e movimentação precoce após procedimentos cirúrgicos;
  • Alta do hospital o quanto antes (para que o paciente possa ir embora caminhando);
  • Uso de remédios anticoagulantes após avaliação do vascular;
  • Compressão pneumática intermitente: dispositivo que comprime o membro do paciente como se fosse uma massagem em casos de pós-operatório.

“Os especialistas em Angiologia e Cirurgia Vascular estão preparados para avaliar e realizar o tratamento das tromboses venosas profundas e suas complicações”, aconselha Dr. Naves.

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