Exame genético BRCA: Retirar as mamas sadias nem sempre é indicado

  • Brasil registrou em 2020 mais de 66 mil novos casos de câncer de mama 
  • Cirurgião explica que resultado estético é diferente das cirurgias de prótese de silicone para aumento das mamas

Casos de câncer de mama e ovários na família levam mulheres a buscar o teste genético para pesquisa de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que indicam um risco maior para o desenvolvimento desses dois tipos de câncer. Quem ilustra um desses casos é a atriz Angelina Jolie, que após ser diagnosticada com essa alteração genética, mostrando o risco aumentado de desenvolver a doença, optou pela mastectomia total (retirada das mamas).

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que em 2020 o Brasil registrou 66.280 novos casos de câncer de mama em mulheres e 6.650 novos casos de câncer de ovário.

Nem sempre há indicação para a mastectomia, mesmo o exame dando positivo. A mastologista Dra. Priscila Beatriz Oliveros dos Santos Silvério explica que a retirada das mamas pode ser traumática para algumas mulheres, sem contar que a paciente irá retirar órgãos sadios, sem a certeza que terá a doença. “Além do trauma de retirar as mamas, ocorre a perda da sensibilidade e riscos de complicações”, alerta a especialista.

O câncer de mama é uma doença multifatorial, ou seja, além da mutação, outros fatores também podem contribuir para o aparecimento da doença, como hábitos alimentares, obesidade, tabagismo.

Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), conta ainda que o resultado estético é diferente das cirurgias de prótese de silicone para aumento das mamas. “Tudo isso precisa ser muito bem conversado com a paciente antes de indicar a cirurgia. Diferentemente de um procedimento estético, a cirurgia é mais agressiva e a mama reconstruída tem características distintas. Os mamilos, muitas vezes, precisam ser refeitos. A mama reconstruída não terá a mesma aparência, já que pode ficar com mais cicatrizes”, avisa Dr. Amato.

O especialista ainda destaca que pacientes que não possuem essa alteração não devem procurar essa cirurgia para evitar o risco de desenvolver o câncer de mama. “Eventualmente, surgem casos no consultório com esse tipo de pedido”, comenta o Dr. Fernando Amato.

O BRCA pode dar positivo em pacientes que não tenham histórico familiar de câncer, mas, geralmente, o exame genético é indicado para alguns casos específicos. “Mulheres com diagnóstico de câncer de mama antes dos 50 anos, com um ou mais familiares de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos e histórico familiar de câncer de mama em homem são apenas algumas das indicações para o teste genético de BRCA1 e BRCA2”, explica Dra. Priscila.

Sobre o Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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