Força total contra a flacidez: tecnologia da radiofrequência bipolar associada à lipoaspiração pode favorecer maior firmeza da pele

Uma das grandes preocupações de quem opta pela lipoaspiração para atingir as medidas e a aparência desejada é a flacidez da pele após o procedimento, ocasionada em alguns casos pela retirada de gordura em excesso.

Uma série de inovações vêm sendo pesquisadas nos últimos anos não só para combater esse efeito, mas também para permitir o tratamento minimamente invasivo de pequenas áreas que não demandam a lipo, somente uma maior firmeza.

A aplicação da tecnologia de radiofrequência é destaque nessa área, com evidências científicas de uma retração de até 40% – 50% maior da pele tratada.

“A lipoaspiração assistida por radiofrequência, popularmente conhecida como BodyTite, é mais um recurso que podemos considerar na hora de avaliar o que melhor atende às demandas do paciente, mas sua procura vem crescendo pelos resultados positivos, cientificamente consolidados, e baixo nível de risco, por ser uma intervenção minimamente invasiva”, explica Leandro Faustino, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“Após a aspiração da gordura, fazemos a inserção do dispositivo específico, que tem duas ponteiras, uma que vai por dentro e outra por fora da pele,  e a radiofrequência aquece as moléculas de colágeno, fazendo com que fiquem menores e favorecendo a contração”, esclarece o especialista.

 

De acordo com Faustino, como tudo pode ser controlado e programado no equipamento, inclusive os limites para o nível de aquecimento das moléculas, o procedimento é bastante seguro.

“Uma dúvida comum entre os pacientes é se esse é um procedimento que pode ser feito no consultório ou somente no hospital, mas essa questão está mais relacionada à extensão de pele que vamos tratar do que à tecnologia em si”, aponta o cirurgião. “Se estamos falando, por exemplo, da lipoaspiração de uma papada, pode ser feito na clínica, desde que ela esteja credenciada para este tipo de atendimento”, diz. “Mas se é uma área maior, a recomendação é fazer no hospital mesmo”.

 

O especialista ressalta que a técnica também traz bons resultados se for associada à lipo HD, onde o objetivo é a maior definição dos contornos corporais. “Aqui a radiofrequência entra para o toque final, depois que modelamos as partes do corpo que o paciente deseja definir, passamos o equipamento para realizar essa contração e potencializar a aparência final, em geral temos obtido uma evolução bem interessante”, revela Faustino.

“Mas é preciso também que o cirurgião seja bem transparente com o paciente e avalie se esse recurso de fato é útil”, alerta.

“Nos casos em que seria recomendada a abdominoplastia, por exemplo, a radiofrequência não vai resolver, ainda não existe nada mais eficaz para a pele flácida do que a remoção cirúrgica, claro, mas o que se busca com recursos como esse são alternativas viáveis sem grandes cicatrizes, por isso é fundamental que o médico analise caso a caso sua aplicação”, conclui.

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