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Será que somos realmente livres?

por Jocely Burda

Assistindo aos jornais, lendo notícias na internet, ouvindo as conversas de meus amigos e comentários das pessoas pelos locais por onde passo, me veio um questionamento que quero compartilhar aqui.

Penso que a maioria das pessoas acreditam que tem liberdade para definir suas escolhas, mas será que tem? O que é liberdade?

O dicionário Priberam define liberdade como o direito que um indivíduo possui de proceder conforme suas vontades, desde que esse direito não vá contra o direito de outros e esteja dentro da lei. A filosofia define liberdade como um conjunto de direitos que cada indivíduo possui de poder exercer sua vontade dentro dos limites da lei.

Um dos filósofos me chama atenção, Descartes, pois ele menciona que a liberdade é motivada pela escolha de cada indivíduo, e destaca que as escolhas dependem de outros fatores, um exemplo é o como dinheiro.

Já Kant relaciona liberdade com a autonomia, considerando o direito que o indivíduo tem de criar suas regras, mas que devem ser seguidas prudentemente.

Então, entendo a liberdade como poder escolher entre o fazer e o não fazer algo, tendo a possibilidade de optar conforme sua própria vontade. Fazer escolhas no “sentido puro”, faço referência as nossas escolhas importantes, decisivas ou até mesmo as banais, pois todas elas tem o envolvimento de afetividade e sofrem influência externa.

Sendo assim acabam se transformando em concepções internas, mas restritas  devido as influências externas que consequentemente ocorrem.

Mas a pergunta é se somos livres, no sentido puro da palavra, será que realmente temos liberdade de escolha? Será que praticamos o livre arbítrio? Pois, as escolhas que “livremente” fazemos estão contaminadas pela nossa formação, por nossas experiências e informações que ficam arquivadas em nosso inconsciente, e que nos conduzem a determinados caminhos.

Destaco Victor Frankl, que no campo de extermínio do genocídio nazista, criou sua teoria em que destaca a leveza da vida, a liberdade de escolha e como dizia “a última coisa que podem nos tirar é nossa liberdade”, sim nossa liberdade de escolha, pois fazer escolhas saudáveis nos levam a resultados saudáveis, e isso faz toda diferença na vida, mesmo que seja uma ilusão, pois o que existe é uma pseudoliberdade que nos leva à caminhos que nos proporcionam a “sensação” de liberdade de escolha.

Jocely Burda, é psicóloga e professora da Estácio Curitiba

Importante
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