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Mercado fitness: Brasil é o segundo país com maior número de academias

A pandemia não foi capaz de tirar o país da vice-liderança; segmentos do mercado associados às academias também estão em alta

O mercado fitness é gigante no Brasil. Prova disso é que, mesmo com os efeitos da pandemia, o país ainda é o segundo em número de academias em todo o mundo e o primeiro na América Latina.

O dado é do IHRSA Global Report 2020, relatório global sobre este mercado divulgado todos os anos.

O relatório mostra também que 2020 fechou o ano com uma queda de 15% no número de espaços dedicados, passando de 34.509 unidades em 2019 para 29.525 atualmente. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 41.370 academias contabilizadas no último ano.

O Brasil também é o quarto maior em número de alunos no mundo. Neste quesito, estamos atrás dos americanos, alemães e ingleses.

A reinvenção das academias no Brasil

Apesar da chegada da Covid-19, que alterou completamente o mercado no Brasil, não é de hoje que as academias estão correndo atrás do prejuízo, com um relativo sucesso.

Desde 2015, este setor tem sido impactado com uma crise que reduziu a renda da população, ao mesmo tempo em que a concorrência aumentou, com a ascensão de redes de baixo custo, academias em condomínios e até mesmo aparelhos instalados em locais públicos.

Entre 2015 e 2017, o número de academias cresceu 11,3%, segundo o IHRSA Global Report, o de clientes, 8,86%, mas o faturamento teve queda de 12,5%. Antes da pandemia, o mercado movimentou US$ 2,1 bilhões em todo o país graças a seus 9,6 milhões de alunos matriculados.

 

No auge da pandemia, em julho de 2020, a queda nas vendas chegou a 75% e o número de alunos caiu 66%, na avaliação da W12, empresa de software de gestão para o setor.

A recuperação começou em agosto, mas um levantamento da startup de gestão de fitness Tecnofit constatou que 88% das matrículas dos desistentes foram reativadas logo que as academias reabriram.

Nesse meio tempo, elas não ficaram paradas. Os treinos online explodiram no período, com mais acessos em aplicativos de treinos e lançamentos de plataforma de exercícios online pelos principais players do mercado, bem como as vendas de itens como cordas, colchonetes e halteres.

Segundo estimativas da W12, o setor vai crescer ainda mais: a porcentagem da população que pratica atividade físicas em academias deve subir de 3% para 5% até 2023.

De fato, há espaço para crescimento: 47% dos brasileiros não praticam o mínimo de atividades físicas recomendadas pela OMS, o equivalente a 150 minutos por semana. Além disso, em mercados em que a pandemia está mais controlada, as matrículas nas academias têm sido puxadas por pessoas que nunca frequentaram o local antes.

Outros setores dentro do mercado fitness

Não são apenas as academias que movimentam o mercado fitness no Brasil. Setores como moda, tecnologia, nutrição e restaurantes também são impulsionados por este crescente mercado.

Na moda, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit) estima um crescimento de receita de 12,3% em relação a 2020. A moda fitness representaria 20% da alta no segmento.

A moda fitness não é só usada para a prática de exercícios. O conceito athleisure – athlete (atleta) + leisure (lazer) – vem ganhando força desde 2015 para as combinações do dia a dia, e foi ainda mais impulsionado pela pandemia, uma vez que garante conforto e representa a adoção de um estilo de vida mais saudável.

Além disso, as tecnologias vestíveis despontam no ranking mundial de tendências fitness para 2021, do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

São relógios e dispositivos com recursos úteis em tempos de pandemia, que ajudam a monitorar a frequência cardíaca, contagem passos e calorias, pressão sanguínea e medição de temperatura e saturação de oxigênio.

Treinos online e virtuais, que sequer apareciam em destaque no ranking anterior, agora ocupam a 1ª e 6ª posição, respectivamente. A Nike viu seu app Nike Training Club, que oferece treinos personalizados e programas de exercícios, aumentar em 485% a base de usuários durante a pandemia, por exemplo.

Já no quesito alimentação, o Brasil está consolidado como mercado saudável.

O consumo de alimentos sem glúten, com menor teor de sódio, orgânicos, entre outros, já vinha se fortalecendo, e, na pandemia, as vendas atingiram R$ 100 bilhões, segundo a Euromonitor Internacional.

O surgimento e ampliação de empresas e restaurantes especializados no setor estão em todo o país, garantindo a oferta de itens para quem busca saúde e bem-estar a partir da alimentação, complementando o treino na academia.

Suplementos alimentares e vitaminas também integram o promissor mercado fit. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais (ABIAD), nos últimos cinco anos, o consumo desses itens cresceu 10% no país. 59% dos lares brasileiros utilizam algum tipo de complemento à alimentação, como multivitamínicos, ômega-3, cálcio, vitamina C, Whey Protein, entre outros.

De acordo com o Estudo NutriNet Brasil, também houve um crescimento na procura de hortaliças. Inclusive, alguns supermercados online disponibilizam a compra de frutas e verduras sem sair de casa, o que é muito mais prático para os consumidores.

 

Os artigos podem ajudar na manutenção da saúde, mas não tratam nem curam doenças, e, embora não seja necessário ter a prescrição médica, a orientação de médicos e nutricionistas é altamente recomendada para a obtenção de melhores resultados.

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