‘Preciso estar sempre online para não perder nada’: saiba o que é F.O.M.O – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

‘Preciso estar sempre online para não perder nada’: saiba o que é F.O.M.O

Problema afeta cada vez mais pessoas devido aos hábitos digitais; para Leidiane Matinez, da Core Psicologia, apoio psicológico é essencial para combater o vício

Devido ao coronavírus, o isolamento social reforçou o distanciamento social, mantendo as pessoas em casa, e, consequentemente, aumentou o uso da Internet e potencializou os problemas de saúde mental. Um deles é o medo de ficar sem Internet e perder algo, doença conhecida como FOMO — sigla em inglês para fear of missing out, que em português se traduz em medo de estar perdendo alguma coisa. O Brasil é a segunda nação mais ‘viciada’ em internet do mundo, segundo o relatório Digital 2019.

“Sinto, às vezes, uma ansiedade pela internet, acordar e já saber as mazelas do mundo. Então, nos dias que estou mais tranquila, tento levantar, ir para a sala, tomar café e ler, deixar o celular no quarto. Rola dias em que é maravilhoso, mas outros sinto uma falta”, conta Suzana Pohia, de Porto Alegre.

A síndrome, descrita pela primeira vez em 2000 por Dan Herman, pode causar desde angústia e mau humor até depressão, afetando a vida pessoal e profissional de um indivíduo. Segundo especialistas, o medo é identificado principalmente em jovens e adultos até 34 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

Sintomas: como diagnosticar?

Para diagnosticar uma pessoa com o FOMO é preciso, assim como com outras síndromes, procurar ajuda de um especialista, neste caso um psicólogo. No entanto, a própria pessoa ou família e amigos podem reconhecer quem esteja com FOMO, já que os sintomas são de fáceis percepção.

Geralmente, a pessoa não consegue passar muitas horas sem estar conectada, fica ansiosa por medo de perder algo no ambiente online, em eventos presenciais passa boa parte do tempo com o smartphone, além de ficar mais distraído, seja ao conversar pessoalmente com alguém em casa, na rua e em reuniões.

Para a psicóloga Leidiane, sócia da Core Psicologia, é preciso ter cuidado ao achar normal passar horas e dias sempre conectado independentemente da situação. “Como você usa a Internet? Aproveita o intervalo do almoço para checar as novas postagens ou precisa atualizar a timeline várias vezes durante o dia? Ao sair com os amigos, consegue se desconectar dela e aproveitar o momento ou não deixa o smartphone de lado nem por um minuto. São ações cotidianas, mas feitas em excesso que podem fazer com que qualquer pessoa tenha essa síndrome”, explica.

 

Apoio

A tecnologia é essencial para realizarmos as atividades, seja em casa ou no trabalho, e não dá para ficar sem usá-la. Para reduzir o vício/síndrome, a procura por um psicólogo para receber o tratamento adequado é fundamental, pois ajudará a entender que a pessoa tem a síndrome mesmo achando que não tem.

“Vale destacar que, ao contrário de outros vícios, nesse caso, o paciente não precisa ser completamente afastado do ambiente digital. O apoio psicológico ajudará esse paciente a entender que ficar toda hora conectado, seja postando ou vendo as postagens de outras pessoas, prejudica a vida dessa pessoa. Lembrando para ele que não é possível participar e ver tudo o que acontece”, finaliza a especialista.

Instalar no smartphone ou computador um aplicativo que aponte quantas horas gasta em cada plataforma é outra alternativa. Outra dica é deixar comparações com a rotina dos outros de lado e focar em si mesmo, para ter uma vida melhor já que é muito comum a comparação de padrão de vida imposta nas redes sociais que afeta muitas pessoas.

Dicas:

Diminua o consumo de redes sociais;

Pratique atividades que não dependam do uso da internet;

Estabeleça limites para o uso da internet.

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