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COVID-19: teste detecta até cinco tipos de anticorpos

Depois da AIDS, COVID foi a doença que mais gerou avanços em diagnósticos

Com o avanço da vacinação do coronavírus e até com o nascimento de bebês já imunes à doença, uma dúvida que tem sido frequente entre a população é se o corpo criou os anticorpos necessários. Com isso, tem aumentado a procura por testes que avaliam a resposta imunológica e surgiram no mercado diferentes exames. A última doença que realizou um movimento tão grande na Medicina e Ciência foi a AIDS. “Estamos tendo uma evolução de testes significativa. Saímos do zero em dezembro de 2019 e passamos a desenvolver vários testes de diagnóstico da COVID. Hoje temos bem definidos alguns pontos no diagnóstico e acompanhamento”, explica Dr. Fernando Vinhal, médico nefrologista com Doutorado em Imunologia e Parasitologia Aplicadas, de Aparecida de Goiânia (GO).

Em Curitiba, a Biometrix disponibiliza ao mercado um kit voltado à pesquisa de anticorpos anti-SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, o produto denominado LABScreen Covid Plus. Considerado o teste mais completo, fornece uma resposta completa do perfil de anticorpos do paciente, detectando a presença de 5 alvos para SARS-CoV-2 presentes no sangue: proteína spike, S1, S2, domínio do receptor de ligação (RBD) e fragmento do nucleocapsídeo.

Cerca de duas semanas após a infecção, os anticorpos estarão presentes em níveis detectáveis. Muitos testes para anticorpos de COVID-19 são desenhados para detectar de 1 a 2 alvos, o que pode indicar se um paciente foi exposto ao vírus e pode fornecer dados suficientes para a população geral. “Hoje, no acompanhamento dos pacientes que serão submetidos ao transplante, bem como no pós-transplante, cada vez mais é discutido sobre a importância de se observar o padrão da resposta imune neste importante grupo, uma vez que estes pacientes são imunocomprometidos e o nível de resposta muitas vezes está prejudicado”, afirma Marcelo Mion, Gerente de Suporte ao Cliente e Treinamento da Biometrix Diagnóstica.

Vale lembrar que a vacina não transmite o coronavírus. “Com a primeira dose, já desenvolvemos a fase inicial da resposta imune, com uma quantidade de anticorpos elevada. Mas é após a segunda dose que vamos estar com a quantidade ideal de anticorpos para enfrentar uma verdadeira invasão do que chamamos de vírus selvagem”, explica o Dr. Vinhal.

Outro fator importante é que o vírus tem mutações, o que aumenta os desafios ao sermos expostos a novas cepas ou variantes. Além disso, quem já teve COVID deve também tomar a vacina: “Quanto maior o diferencial, maior ensino para nosso sistema imune e capacidade de resposta. Não sabemos quanto tempo dura nossa capacidade de resposta imunológica para esse vírus”, complementa o médico.

Até o momento todas as vacinas têm se mostrado capazes de evitar a doença, não a infecção, por isso pode ocorrer de alguém vacinado ser contaminado, mas daí o organismo já está preparado para uma resposta, e os sintomas são leves, sem uma maior complicação. Os testes de acompanhamento pós-COVID verificam essa resposta imunológica, se a pessoa está apta ou não para o enfrentamento da tentativa de invasão de acordo com a presença de anticorpos circulantes. É importante a orientação médica para analisar a indicação de cada exame, lembrando que ainda não há uma definição sobre o período em que os anticorpos ficam presentes em cada organismo.

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