Lançamento da Coleção Vaga-Lume ganha Selo Cátedra 10 da UNESCO – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

Lançamento da Coleção Vaga-Lume ganha Selo Cátedra 10 da UNESCO

Obra de Ana Pacheco renovou a coleção em 2020 após 12 anos sem novidades; os livros “Senhora” versão HQ (Editora Ática) e “O pequeno filósofo” (Editora Scipione) também foram premiados

Três obras da área de Literatura da SOMOS Educação publicadas em 2020 receberam o selo Cátedra 10, da UNESCO, este ano. São elas: “O pequeno filósofo” (Editora Scipione) e “Ponha-se no seu lugar!” (Editora Ática), que ganharam o mérito de Seleção Cátedra 10; enquanto a terceira obra, “Senhora” versão HQ (Editora Ática), recebeu a honraria de fazer parte da Coleção Clássicos Cátedra 10.  Organizada pelo Instituto Interdisciplinar de Leitura PUC-Rio (iiLer) e a Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio, a premiação destaca anualmente as produções mais relevantes de literatura infantil e juvenil do país.

“O pequeno filósofo”, de Gabriel Chalita, conta as aventuras de um adulto e um menino – o pequeno filósofo – durante uma viagem inusitada. Em suas bagagens, eles carregam lembranças de infância, perguntas, dúvidas e algumas respostas, rendendo longas conversas e reflexões entre os dois, que se tornam grandes amigos. O clássico de José Alencar, “Senhora”, retorna sob novos moldes feitos por Luiz Antonio Aguiar e ilustrações de Shiko, nos mostrando a história da insegura e jovem Aurélia Camargo de uma maneira nunca vista antes.

A Coleção Vaga-Lume volta a todo vapor

Após 12 anos sem lançamentos, a nostálgica Coleção Vaga-Lume da Editora Ática retornou em 2020 a todo vapor com “Ponha-se no seu lugar!”, de Ana Pacheco. Além do selo Cátedra 10, o livro também recebeu o Prêmio Mérito Literário pelo concurso Flipoços/Amare Livros. Com ainda mais reconhecimento, as expectativas agora são altas para o próximo lançamento da Coleção: “Os Marcianos”, de Luiz Antonio Aguiar, está prestes a sair do forno.

Grande fã da Vaga-Lume, a escritora Ana Pacheco se mostra muito alegre e honrada por participar de algo que fez parte da infância e adolescência de tantas pessoas: “A Vaga-Lume é uma coleção que eu lia quando criança, assim como muitas outras pessoas, da minha geração e de outras, antes e depois de mim. Seu projeto se fez ligado a um sentido forte de educação, que não se confundia (e não deve se confundir) com a ideia neoliberal de que a educação é um negócio. O Jiro Takahashi fala lindamente sobre o modo como a Vaga-Lume surgiu, como as decisões se faziam coletivamente, incluindo não só as pessoas da Editora, mas também professores, pessoas ligadas ao dia a dia da escola e conscientes da difícil realidade material de grande parte dos jovens leitores da rede pública. Como não se alegrar por fazer parte dessa história de algum jeito?”.

A obra traz a história de Lucas, um menino que perde o seu nariz, o qual é jogado por seu arqui-inimigo no lixo. O nariz, no entanto, ganha vida própria e passa a fazer sucesso entre os jovens do colégio, conquistando até Florinha, a paixão de Lucas. O rapaz começa então sua aventura de reconquistar seu nariz e colocá-lo em seu lugar. Adaptando o conto russo de Nikolai Gógol “O Nariz” (1836) que a inspira, a obra trabalha de forma lúdica e cômica temas de grande relevância para o desenvolvimento da juventude leitora, como crítica social e identidade.

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