Doenças crônicas: do que as mulheres sofrem? – Afina Menina

Doenças crônicas: do que as mulheres sofrem?

A reumatologia precisa estar com seus estudos voltados ao público feminino! Amenizar dores, cuidar e proporcionar um tratamento eficaz para a saúde feminina deve ser o foco atencional

Mariana Ortega Perez, membro do corpo médico da conceituada Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra – referência na área há mais de 75 anos, chama a atenção dos especialistas para os cuidados com o público feminino, pois não é só com o passar da idade e os esforços maiores, a gravidez também está em risco por conta das complicações das doenças autoimunes.

Existem mais de 120 doenças reumatológicas, as mais comuns que acometem esse público feminino são: Osteoporose; Lúpus Eritematoso Sistêmico; Artrite Reumatoide; Fibromialgia; Esclerose Sistêmica; Polomiosite; entre outras. Vale ressaltar que 75% dos pacientes com artrite reumatoide são do sexo feminino, além do que mulheres tem uma chance 10 vezes maior de desenvolver lúpus em comparado com homens. Grandes nomes, como a cantora Edith Piaf e a pintora Frida Khalo, padeceram de doenças reumáticas em uma época em que os tratamentos eram limitados.

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Muito além das doenças crônicas, por conta da jornada dupla, comum na vida de muitas mulheres brasileiras, elas ficam também mais suscetíveis à dores nas costas.

Se pudéssemos traçar uma curva do tempo, veríamos que, no geral, as doenças reumáticas acometem mulheres jovens em idade reprodutiva. Algumas destas doenças podem piorar no parto e no puerpério, e as pacientes precisam ser orientadas pelo reumatologista sobre o melhor momento de engravidar. Já na pós-menopausa, temos mais casos de osteoporose e osteoartrose. A osteoporose leva a um enfraquecimento dos ossos e aumento do risco de fratura, ao passo que a osteoartrose causa desgaste e inflamação de articulações como mãos e joelhos. – Mariana Ortega Perez

 Nos últimos meses, com a pandemia da COVID-19, estamos vendo um maior número de mulheres com quadros de dor. As mulheres estão acumulando mais funções, há uma sobrecarga nas articulações, aumento de peso e redução da atividade física. Além disso, na pandemia, está havendo um aumento dos transtornos de ansiedade e depressão, que pioram os quadros de dor articular.

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Sobre a doutora: Formada em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), Mariana Ortega Perez tem residência em Clínica Médica (PUCSP) e em Reumatologia (Hospital das Clínicas, FMUSP). Atuou como preceptora e professora na PUCSP e tem ampla experiência no tratamento de pacientes com doenças reumáticas, assim como na área de ensino e pesquisa. Atualmente, além de dedicar-se à atuação médica, Mariana desenvolve seu doutorado na Faculdade de Medicina da USP, com foco em artrite reumatoide, osteoporose e metabolismo ósseo.

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