Novo estudo tranquiliza mulheres sobre a doença do silicone e implantes mamários
Pesquisa revela ausência de relação entre sintomas e próteses, trazendo segurança para quem busca reconstrução ou estética
Um estudo multicêntrico realizado na Holanda traz uma notícia animadora para mulheres que têm ou desejam implantes mamários de silicone. Publicada na renomada revista Journal of the National Cancer Institute (JNCI), a pesquisa envolveu quase 10 mil mulheres e concluiu que a chamada “doença do silicone” — condição amplamente discutida, mas sem comprovação científica — pode não existir.
Segundo o mastologista Cícero Urban, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a investigação criteriosa mostra que os sintomas atribuídos aos implantes mamários não têm relação comprovada com as próteses, especialmente entre pacientes oncológicas. “A doença do silicone, pelo menos entre as pacientes oncológicas, é algo que podemos considerar como quase inexistente”, afirma o especialista.
A reconstrução mamária com implantes de silicone é um procedimento fundamental para muitas mulheres que passaram por mastectomia, seja por câncer de mama invasivo, carcinoma ductal in situ ou por predisposição genética. Além disso, o uso estético dos implantes também é uma opção para quem busca melhorar a autoestima. No entanto, nos últimos anos, relatos sobre sintomas como fadiga, dores musculares, ansiedade e outros têm gerado dúvidas e receios, mesmo sem evidências científicas sólidas.
O estudo avaliou 9.590 mulheres, entre 2000 e 2015, divididas em grupos com e sem próteses mamárias após mastectomia. Os resultados mostraram que não houve diferença significativa na ocorrência dos sintomas entre os dois grupos. “As pessoas, de maneira geral, podem apresentar essas queixas no dia a dia, independentemente do uso de próteses de silicone. Os sintomas são muito genéricos e não se associam à doença do silicone”, explica Urban.
Além disso, o especialista esclarece que tumores raros, como o linfoma associado a próteses e o carcinoma de células escamosas, são condições distintas e não configuram a doença do silicone. “São doenças muito raras e diferentes da suposta síndrome autoimune induzida por adjuvantes”, complementa.
Para as mulheres que enfrentam o tratamento oncológico, a reconstrução mamária com implantes de silicone representa um importante recurso para a qualidade de vida e autoestima. O combate à desinformação é fundamental para que elas possam continuar se beneficiando de um procedimento seguro e eficaz.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia, reforçando a importância de dados científicos confiáveis para a saúde feminina.

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA