Consulta Pública avalia inclusão de novo medicamento para câncer de mama precoce no SUS

Conitec abre espaço para a sociedade opinar sobre abemaciclibe, tratamento inovador para câncer de mama RH+/HER2- de alto risco

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma Consulta Pública para avaliar a incorporação do medicamento abemaciclibe no SUS, destinado ao tratamento do câncer de mama precoce receptor hormonal positivo (RH+) e receptor HER2 negativo, em pacientes com linfonodo positivo e alto risco de recorrência. A participação está aberta a todos os interessados, incluindo profissionais de saúde e pacientes, até o dia 14 de setembro, por meio da plataforma Participa Mais Brasil.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e a segunda maior causa de morte por câncer no Brasil, com mais de 18 mil óbitos registrados em 2023. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados mais de 73 mil novos casos para o triênio 2023-2025, representando 30,1% dos cânceres em mulheres. A tendência é de aumento nos diagnósticos, influenciada pelo envelhecimento da população, mudanças no estilo de vida e avanços nos métodos de detecção.

O abemaciclibe, medicamento da Eli Lilly do Brasil, é o primeiro e único inibidor de CDK 4/6 aprovado no país para o tratamento do câncer de mama RH+/HER2- de alto risco. Estudos indicam que ele reduz em cerca de 32% o risco de doença invasiva e recidiva à distância, resultados inéditos nos últimos 15 anos. Atualmente, o medicamento está incorporado ao SUS, mas ainda não disponível na rede pública para o câncer precoce, sendo usado no sistema privado apenas para casos metastáticos, quando a cura não é mais possível.

O câncer de mama precoce RH+/HER2- apresenta desafios importantes: cerca de um terço das pacientes apresenta metástase em linfonodos, fator que aumenta o risco de recidiva e mortalidade. Além disso, 30% desenvolvem doença metastática incurável em até cinco anos após o início da terapia endócrina. No entanto, nove em cada dez pacientes são diagnosticadas em estágio inicial, quando a chance de cura pode chegar a 95% com o tratamento adequado.

A incorporação do abemaciclibe no SUS representa um avanço significativo, alinhado à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, que visa ampliar o acesso ao cuidado integral, melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. Além dos benefícios clínicos, o tratamento precoce também traz economia para o sistema público, já que o custo do tratamento em estágio avançado pode ser até dez vezes maior do que na fase inicial.

A Consulta Pública é um importante mecanismo democrático que permite à sociedade contribuir para decisões que impactam diretamente a saúde pública. Qualquer cidadão pode participar, enviando suas contribuições pela plataforma Participa Mais Brasil até 14 de setembro.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Eli Lilly do Brasil e dados oficiais do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer. A participação da sociedade é fundamental para garantir avanços no tratamento do câncer de mama e ampliar o acesso a terapias inovadoras no SUS.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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