Retorno Seguro Após Lesão: Como Evitar Recaídas no Esporte e no Trabalho

Entenda os critérios essenciais para um retorno gradual, seguro e eficaz após uma lesão, com suporte físico e psicológico.

Retornar às atividades físicas ou ao trabalho após uma lesão vai muito além de simplesmente cumprir um prazo determinado. Segundo especialistas, é fundamental seguir critérios objetivos, realizar progressão por fases e contar com suporte psicológico para garantir um retorno seguro e evitar novos incidentes.

O processo de retorno deve ser pautado em avaliações que considerem força, equilíbrio, controle do movimento, sintomas como dor e edema, além do estado emocional do paciente. Esses fatores são essenciais para reduzir o risco de uma nova lesão e otimizar a recuperação.

Um dos parâmetros utilizados é o Limb Symmetry Index (LSI), que mede a simetria entre as pernas, exigindo que o membro lesionado alcance pelo menos 90% da força e desempenho do lado saudável. No entanto, esse índice deve ser analisado em conjunto com outros testes e a avaliação profissional para garantir segurança.

Especialmente em crianças e jovens que praticam esportes de alto impacto, a pressa em voltar pode aumentar a chance de reincidência, que pode chegar a cerca de 20% em alguns grupos. Por isso, o retorno deve ser gradual, dividido em fases claras: inicialmente, recuperar mobilidade e reduzir dor e inchaço; depois, recondicionar força, resistência e controle do movimento; seguir com treinos técnicos sem contato; e, por fim, treinos com contato controlado, quando aplicável. Em cada etapa, é imprescindível monitorar sinais de intolerância, como dor, inchaço ou queda de desempenho.

A avaliação prática inclui testes de força, saltos unilaterais, equilíbrio e escalas que medem a confiança do paciente, como o ACL-RSI em casos de lesão ligamentar. A combinação de resultados objetivos, observação funcional e relatos do paciente oferece o melhor parâmetro para decidir o momento seguro do retorno.

Não existe um prazo fixo para voltar às atividades. A recuperação depende da gravidade da lesão, da resposta individual do organismo e da especificidade do esporte ou trabalho. Por exemplo, lesões musculares e tendinopatias exigem acompanhamento individualizado, com avaliações clínicas, funcionais e de imagem, como ultrassonografia, para monitorar a cicatrização e a formação de tecido cicatricial.

Além do aspecto físico, o componente emocional é decisivo. Medo, falta de confiança e expectativas irreais podem interferir negativamente na recuperação. Trabalhar a parte psicológica faz parte da reabilitação e ajuda a evitar recaídas.

O retorno seguro não é uma data no calendário, mas a soma de marcos físicos, funcionais e mentais que devem ser avaliados cuidadosamente, com critérios claros, testes repetidos e progressão supervisionada. Essa abordagem minimiza riscos e protege a saúde, seja do atleta amador ou profissional.

Este conteúdo foi elaborado com informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Player, clínica especializada em medicina e fisioterapia esportiva, que alia ciência e cuidado personalizado para resultados reais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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