Diabetes tipo 2: diretriz alerta para insuficiência cardíaca
Documento publicado em junho de 2026 aponta que a condição pode se tornar a complicação cardiovascular mais frequente da doença.
A insuficiência cardíaca poderá se tornar a complicação cardiovascular mais frequente entre pessoas com diabetes tipo 2 se as tendências atuais forem mantidas, segundo uma diretriz internacional publicada em junho de 2026. O documento é assinado por entidades como a American Heart Association (AHA), o American College of Cardiology (ACC), a American Diabetes Association (ADA) e a American Society of Nephrology.
A diretriz aborda a prevenção, a identificação, a avaliação e o manejo da síndrome cardiovascular-renal-metabólica. O alerta reforça que o acompanhamento do diabetes tipo 2 envolve não apenas o controle da glicemia, mas também a atenção à saúde do coração e dos rins.
No Brasil, cerca de 16,6 milhões de adultos de 20 a 79 anos viviam com diabetes em 2024, segundo estimativas publicadas na 11ª edição, de 2025, do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes. O dado se refere à população brasileira nessa faixa etária e não representa uma contagem atualizada para anos posteriores.
Consenso cita proteção cardiovascular e renal
Um consenso sobre o tratamento do diabetes tipo 2, publicado em outubro de 2026 pela ADA e pela Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), reforça a necessidade de incluir a proteção cardiovascular e renal no cuidado, de acordo com o Hospital Sírio-Libanês.
Entre as opções terapêuticas mencionadas estão os inibidores de SGLT2, medicamentos que bloqueiam a reabsorção de glicose e sódio pelos rins, levando à eliminação de açúcar pela urina. O material também cita terapias com GLP-1, cujos benefícios variam conforme as condições de cada paciente.
As informações constam na diretriz internacional sobre síndrome cardiovascular-renal-metabólica e no consenso ADA/EASD sobre manejo do diabetes tipo 2.



