Brasil chega ao 8º lugar no mercado global de música gravada
Segundo a Pró-Música Brasil, setor faturou R$ 3,958 bilhões em 2025; ABMI prevê ações no Brasil, Espanha e Canadá em 2026.
O Brasil passou da 9ª para a 8ª posição entre os maiores mercados de música gravada do mundo em 2025, segundo dados citados pela Associação Brasileira da Música Independente (ABMI). De acordo com o relatório anual da Pró-Música Brasil, o setor faturou R$ 3,958 bilhões no período, alta de 14,1% em relação ao ano anterior.
O streaming respondeu por cerca de R$ 3,4 bilhões das receitas e se manteve como o principal motor do mercado fonográfico brasileiro. A colocação do país no ranking mundial é atribuída, no material, a dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).
Segundo a IFPI, o mercado global de música gravada cresceu 6,4% no mesmo período, para US$ 31,7 bilhões. A América Latina registrou alta de 17,1%, sendo a região com maior crescimento informado pela entidade.
Agenda da ABMI mira conexões comerciais
Para aproximar artistas, selos, gravadoras e empresas independentes de profissionais e oportunidades de negócios, a ABMI mantém a agenda do Brazil Music Market (BMK). A associação prevê ações no Formemus, no Espírito Santo, em outubro de 2026, e na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo), em novembro.
No exterior, a entidade informa que participará da WOMEX, em Las Palmas, Gran Canaria, na Espanha, em outubro, em uma delegação promovida pela BM&A em parceria com a Funarte. Também estão previstas atividades no Canadá ligadas à CIMA e à WINCON, conferência internacional voltada ao mercado fonográfico independente.
Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o crescimento do mercado precisa se converter em acesso a informações estratégicas, novos mercados e relações comerciais para empresas independentes. A associação afirma atuar como plataforma de articulação para seus associados nessas conexões nacionais e internacionais.



