Paraná prevê kits para até 100 vítimas em desastres

Plano da Sesa para 2026–2027 inclui medicamentos, insumos, reorganização de atendimentos e alertas diante de eventos climáticos extremos.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) prevê o envio rápido de kits com medicamentos e insumos para cidades atingidas por eventos climáticos extremos. Segundo a secretaria, cada kit pode atender até 100 vítimas e integra o Plano Estadual de Preparação, Vigilância e Resposta da Saúde aos Impactos do Fenômeno El Niño 2026–2027.

Os kits reúnem 60 tipos de medicamentos e 38 tipos de insumos, de acordo com a Sesa. Entre os itens estão antibióticos, analgésicos, antieméticos, soluções intravenosas, medicamentos para controle de pressão arterial e glicemia, além de materiais para curativos, suturas e procedimentos de emergência.

Plano prevê atendimento e monitoramento

O planejamento reúne ações de monitoramento, vigilância e resposta no âmbito do Gabinete de Gestão Integrada de Crise do Governo do Paraná. A Sesa informa que atua em cinco eixos: governança e coordenação; vigilância em saúde; atenção à saúde; logística de medicamentos, vacinas e insumos; e comunicação e alerta de risco. A estratégia envolve as 22 Regionais de Saúde e articulação com os 399 municípios do estado.

Em caso de necessidade, o plano prevê uma sala de situação para reforçar o monitoramento e a ativação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE Saúde). Os alertas incluem possíveis impactos como doenças causadas por água contaminada, aumento de casos de dengue, zika e chikungunya e doenças respiratórias.

Na assistência, a secretaria prevê reorganização dos atendimentos, integração com o SAMU, regulação de leitos, transferências de pacientes e ampliação da capacidade assistencial. O plano também inclui a continuidade do cuidado a gestantes, crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de atendimento psicossocial.

Logística busca evitar perda de vacinas e medicamentos

Segundo a Sesa, o planejamento contempla acompanhamento de estoques, redistribuição de recursos, transporte de materiais e pacientes e manutenção de serviços essenciais. Há ainda medidas de contingência para interrupções de energia, água e comunicação, com o objetivo de evitar perdas de vacinas, soros e medicamentos que dependem de refrigeração.

Em setembro, durante bloqueios em rodovias provocados por fortes chuvas no Vale do Ribeira, insumos médicos destinados a Adrianópolis foram transportados por uma aeronave do Estado, informou a secretaria.

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