Mercado livre de energia abre para empresas de baixa tensão em 2027
Segundo a Ecom Energia, empresas devem avaliar contratos, preços e riscos antes de escolher uma comercializadora.
Consumidores comerciais e industriais conectados em baixa tensão poderão escolher seus fornecedores de energia elétrica a partir de 25 de novembro de 2027, segundo informações divulgadas pela Ecom Energia. A mudança amplia o acesso ao mercado livre de energia para pequenas e médias empresas, mas exige atenção aos contratos, à formação dos preços e aos riscos envolvidos.
De acordo com a comercializadora, a abertura do Ambiente de Contratação Livre (ACL) deve aumentar a concorrência entre fornecedores e diversificar as ofertas. A empresa alerta, porém, que descontos na conta de luz não devem ser o único critério para comparar propostas, pois custos efetivos e riscos podem variar conforme as condições contratadas.
“A economia na conta de luz é um dos principais atrativos do mercado livre, mas não pode ser o único critério para escolher uma comercializadora”, afirma Márcio Sant’Anna, co-CEO da Ecom Energia. Segundo ele, é preciso compreender como o preço da energia é formado, quais custos estão incluídos e a quais riscos o negócio estará exposto durante o contrato.
O que avaliar antes de contratar energia no mercado livre
A Ecom Energia recomenda verificar a solidez financeira, o histórico, a habilitação e a reputação da comercializadora. Ofertas com preços muito abaixo das condições de mercado devem ser analisadas com cautela, segundo a empresa.
Também é importante entender regras de reajuste, prazo de vigência, renovação, garantias exigidas e penalidades por rescisão antecipada. A companhia orienta que o consumidor confira como o contrato trata diferenças entre a energia contratada e o consumo efetivo, além das responsabilidades de cada parte.
Na comparação de propostas, a empresa recomenda identificar se o preço é fixo, indexado ou segue outra modalidade, quais custos e encargos estão incluídos e qual é a exposição às oscilações do mercado de curto prazo. O custo total estimado e a previsibilidade oferecida devem entrar na análise.
Serviços de gestão e monitoramento também podem ser considerados. Segundo a Ecom, acompanhamento do consumo, análise de faturas, projeções de despesas e identificação de desvios ajudam o cliente a acompanhar seu desempenho energético. A estrutura de atendimento e suporte durante a migração e o contrato é outro ponto indicado pela comercializadora.
Cronograma inclui consumidores residenciais em 2028
Em novembro de 2028, a abertura prevista deverá alcançar os demais consumidores, incluindo os residenciais, conforme a Ecom Energia. Atualmente, consumidores conectados em alta tensão já podem participar do mercado livre.



