Importações de dispositivos odontológicos dobram em setembro
Levantamento da ABIMO, com dados do ComexStat, aponta alta de 101,51% nas compras externas em setembro de 2026.
As importações brasileiras de dispositivos odontológicos passaram de US$ 21,15 milhões para US$ 42,62 milhões em setembro de 2026, alta de 101,51% ante o mesmo mês de 2025. No período, as exportações do segmento cresceram 11,74%, de US$ 12,05 milhões para US$ 13,46 milhões, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) elaborado com dados do ComexStat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Com o avanço das compras externas maior que o das vendas internacionais, o déficit comercial da Odontologia aumentou de cerca de US$ 9,10 milhões, em setembro de 2025, para US$ 29,16 milhões no mesmo mês de 2026.
De acordo com a ABIMO, a Odontologia foi a única das quatro verticais da indústria de dispositivos médicos a registrar crescimento nas exportações em setembro. A Reabilitação teve movimento oposto: as exportações caíram 10,64%, de US$ 14,25 milhões para US$ 12,73 milhões, enquanto as importações cresceram 15,58%, de US$ 66,69 milhões para US$ 77,08 milhões.
Nas verticais Médico-Hospitalar e Laboratório, houve retração nas compras e nas vendas externas. Laboratório, porém, manteve a maior participação financeira nas importações, que somaram US$ 574,17 milhões no mês.
No conjunto da indústria de dispositivos médicos, as importações totalizaram US$ 1,09 bilhão em setembro, queda de 2,36% frente a setembro de 2025. Os Estados Unidos foram a principal origem das compras externas, com US$ 170,79 milhões, seguidos por Alemanha, China, Suíça e Porto Rico. Esses cinco mercados responderam por 57,64% das importações, segundo a entidade.
Para Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da ABIMO, os números mostram comportamentos diferentes entre os segmentos e reforçam a importância de acompanhar a competitividade da produção nacional e as oportunidades de inserção da indústria brasileira nos mercados internacionais.



