Homens vivem 7,1 anos a menos e consultam menos médicos

Dados citados no release apontam menor uso de consultas entre homens; telemedicina pode reduzir barreiras de acesso, segundo especialistas.

Homens brasileiros vivem, em média, 7,1 anos a menos que mulheres e recorrem menos a consultas médicas, segundo dados do Ministério da Saúde, do IBGE e da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 citados pela Dr. Online. Para as especialistas ouvidas pela empresa, ampliar o acesso ao atendimento ao longo do ano pode ajudar a enfrentar barreiras como falta de tempo, deslocamento e receio de procurar assistência.

De acordo com a PNS de 2019, 69,4% dos homens haviam consultado um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, ante 82,3% das mulheres. O release também informa que o risco de morte por doenças cardíacas e doenças respiratórias crônicas é de 40% a 50% maior entre homens. Consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada, pouca atividade física, pressão alta e peso acima do ideal são apontados como fatores que elevam esse risco.

Telemedicina como porta de entrada

A telemedicina pode oferecer consultas sem deslocamento e com maior flexibilidade de horário, afirma a Dra. Ana Caroline Vicenzi Janini, diretora de Qualidade e Atenção à Saúde da Dr. Online. Segundo ela, no atendimento remoto o médico pode avaliar fatores de risco, solicitar exames quando necessário e orientar o acompanhamento, além de indicar quando é preciso buscar uma consulta presencial.

A especialista cita hipertensão, obesidade, diabetes, distúrbios do sono e uso de álcool em padrão de risco entre condições que podem ficar sem diagnóstico por anos quando a procura por cuidados ocorre apenas após uma complicação.

Cuidado vai além da próstata

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mencionada no material, o câncer de próstata deve registrar 77.920 novos casos por ano no Brasil no triênio de 2026 a 2028. Em 2023, foram registradas 17.258 mortes pela doença, informa o release. A estimativa também indica que esse câncer representa cerca de 30,5% dos novos casos de câncer entre homens cis brasileiros.

A idade, sobretudo a partir dos 60 anos, o histórico familiar de parentes próximos diagnosticados antes dos 60 e a obesidade estão entre os fatores que merecem atenção, conforme o texto. Dificuldade para urinar, jato urinário enfraquecido e aumento da frequência urinária podem ter diferentes causas e não confirmam câncer por si só, mas devem motivar avaliação profissional. A realização de exames precisa ser discutida individualmente com profissional médico, considerando histórico e fatores de risco.

A gerente de governança clínica da Dr. Online, Dra. Luana Camargo Brito, acrescenta que campanhas e serviços de saúde devem considerar pessoas trans, travestis e não binárias, com acolhimento e respeito às necessidades específicas de avaliação. O acompanhamento integral, segundo o material, inclui pressão arterial, glicemia, colesterol, saúde mental, sono, alimentação, atividade física e consumo de álcool e tabaco.

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