Pneumonia: sinais de alerta e quando buscar urgência

Pneumologista explica sintomas que exigem avaliação, diferenças em idosos e crianças e o papel das vacinas na prevenção.

Tosse, febre, cansaço e indisposição podem acompanhar a pneumonia, mas falta de ar, lábios arroxeados, confusão mental, sonolência incomum, desmaio ou piora rápida exigem atendimento de urgência. Segundo o pneumologista Irinei Melek, do Hospital Angelina Caron, a infecção pode começar com sintomas semelhantes aos de gripe e evoluir para complicações, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.

A pneumonia atinge os pulmões e pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. De acordo com o médico, os alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, podem ficar preenchidos por líquido e secreções, o que dificulta a passagem de oxigênio para o sangue.

Dados citados pela fonte indicam que a pneumonia causou 740.180 mortes de crianças menores de cinco anos em 2019, equivalentes a 14% dos óbitos nessa faixa etária naquele ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde informa que o SUS registra mais de 600 mil internações anuais por pneumonia adquirida na comunidade e influenza, consideradas em conjunto.

Idosos e crianças podem apresentar sinais diferentes

Febre, calafrios, tosse com ou sem secreção, dor no peito ao respirar ou tossir e cansaço intenso estão entre os sintomas possíveis. Em idosos, porém, confusão mental, perda de apetite, quedas, fraqueza e dificuldade repentina para realizar tarefas habituais podem ser mais evidentes. Nas crianças, a orientação é observar respiração acelerada, esforço para respirar, retração entre as costelas, dificuldade para mamar ou beber líquidos e redução da interação habitual.

O diagnóstico depende de avaliação médica e pode incluir exame físico, medição da oxigenação, radiografia de tórax e exames laboratoriais, conforme a necessidade. Apenas os sintomas não diferenciam com segurança a pneumonia de outras infecções respiratórias. O tratamento varia de acordo com a causa e a gravidade; antibióticos são usados nas pneumonias bacterianas, e a automedicação pode atrasar a conduta adequada.

Vacinas fazem parte da prevenção

Segundo Melek, as vacinas pneumocócicas protegem contra sorotipos do pneumococo, enquanto a imunização contra influenza e covid-19 ajuda a reduzir o risco de infecções respiratórias graves e complicações. A vacina contra o vírus sincicial respiratório também integra a proteção; no SUS, é oferecida a gestantes a partir da 28ª semana para proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

O médico ressalta que nenhuma vacina impede todas as pneumonias, pois há diferentes agentes causadores. Revisar a situação vacinal com a equipe de saúde, não fumar, higienizar as mãos, manter ambientes ventilados e acompanhar doenças preexistentes são medidas citadas pela fonte para reduzir riscos.

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