Calor: sinais de desidratação em crianças exigem atenção

Pediatra lista sintomas que pedem avaliação médica e reforça supervisão perto da água durante períodos de calor e férias.

Em períodos de calor e férias escolares, choro sem lágrimas, redução do volume urinário, palidez, náuseas e sonolência excessiva podem ser sinais de desidratação em crianças, segundo o pediatra Otávio Rubin de Araújo. Vômitos persistentes e recusa alimentar também exigem atenção, e o médico recomenda procurar assistência sem demora nessas situações.

De acordo com o pediatra, as altas temperaturas aumentam o risco de perda de líquidos, especialmente quando a criança apresenta vômitos ou diarreia. Ele afirma que infecções intestinais, popularmente chamadas de viroses, podem agravar o quadro, enquanto alimentos deteriorados mais rapidamente no calor podem favorecer contaminações.

O especialista também alerta contra o excesso de roupas, inclusive em bebês e recém-nascidos, por poder intensificar o desconforto térmico e contribuir para a desidratação.

Proteção solar e vigilância perto da água

Segundo Rubin de Araújo, o protetor solar deve ser usado a partir dos seis meses de idade, evitando a região dos olhos. Para bebês menores de seis meses, a orientação informada é evitar a exposição direta ao sol e priorizar sombra e roupas adequadas. Bonés e óculos de sol podem complementar a proteção de crianças maiores.

Em praias, clubes e piscinas, a supervisão contínua de um adulto é indispensável, afirma o pediatra. Dados atribuídos ao Ministério da Saúde no material apontam que o Brasil registrou 71.663 mortes por afogamento entre 2010 e 2023; 5.878 vítimas, ou 8,2% do total, eram crianças de 1 a 4 anos. Coletes salva-vidas adequados podem oferecer proteção adicional, mas não substituem a vigilância, e boias recreativas não devem ser tratadas como equipamentos de segurança.

Cuidados em casa e sintomas respiratórios

O pediatra cita ainda acidentes domésticos, como a ingestão de produtos de limpeza, medicamentos e outras substâncias, como risco para crianças que passam mais tempo em casa. Já na primavera e em períodos secos e quentes, ele relaciona a polinização das flores a quadros alérgicos, como rinite, sinusite e crises de asma.

Para sintomas respiratórios, Rubin de Araújo menciona lavagem nasal e umidificadores como medidas que podem ajudar. Medicamentos antialérgicos devem ser usados quando houver indicação médica. Em crianças asmáticas, tosse seca com falta de ar repentina requer avaliação imediata, segundo o especialista.

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