Câncer de próstata: metástase eleva mortalidade hospitalar
Levantamento da Plataforma DRG Brasil analisou 54,7 mil internações com alta entre janeiro de 2021 e junho de 2026.
Internações por câncer de próstata com metástase tiveram mortalidade hospitalar de 26,1%, ante 2,5% entre aquelas sem metástase, segundo levantamento do Grupo IAG Saúde com dados da Plataforma DRG Brasil. A análise reuniu 54.657 internações masculinas com alta entre janeiro de 2021 e junho de 2026.
A presença de metástase foi identificada em 6,2% dos casos avaliados. Entre as internações desse grupo, 79,0% apresentaram comprometimento de ossos ou medula óssea; 22,5%, de órgãos respiratórios e digestivos; 14,6%, de linfonodos; e 11,7%, de outras localizações. Uma mesma internação poderia registrar metástases em mais de uma área, informa a pesquisa.
Idade e atendimento hospitalar
A idade média nas internações analisadas foi de 67,9 anos. As faixas de 60 a 69 anos e de 70 a 79 anos concentraram, respectivamente, 40,2% e 33,1% dos registros.
A mortalidade hospitalar variou de 0,9% entre homens de até 49 anos a 14,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. Nessas duas faixas etárias, o uso de CTI, ou Centro de Terapia Intensiva, passou de 3,2% para 10,6%, enquanto a permanência média aumentou de 2,5 para 5,3 dias.
Do total de internações com fonte pagadora identificada, o SUS respondeu por 53,4%, a saúde suplementar por 44,0% e o atendimento particular por 2,6%. As internações cirúrgicas representaram 80,3% dos casos.
Custos são estimativas padronizadas
Segundo o Grupo IAG Saúde, o custo assistencial previsto somou cerca de R$ 459 milhões entre 2021 e 2025, com média de R$ 9,7 mil por internação. No primeiro semestre de 2026, o total previsto foi de R$ 68,5 milhões, com média de R$ 9,5 mil.
Os valores são estimativas padronizadas baseadas no DRG refinado, com uso do percentil 50 hospitalar dos DRGs refinados no ano fiscal de 2026, e não correspondem a despesas hospitalares efetivamente realizadas. O estudo é observacional, retrospectivo e descritivo; seus dados representam internações em instituições participantes e não estimam a incidência ou a prevalência da doença, nem permitem inferências causais.



